sábado, 28 de janeiro de 2012


A Igreja Verdadeira

Com tantas igrejas existentes, cria-se uma dificuldade: Qual igreja seguir e em qual acreditar? Quem "pegar o bonde da salvação errado, vai desembarcar no céu errado"? Muitas têm características da igreja verdadeira, mas só com objetivo de atrair as pessoas. A igreja verdadeira não é caracterizada pela prática de expulsão de demônios ou pelo uso do nome de Jesus. Há igrejas que até usam o nome de Jesus, expelem demônios em seu nome, mas ele não as reconhece (Mateus 7:22-23). Há elementos fundamentais que não podem faltar a uma igreja verdadeira. Vejamos alguns.

ServIR  ao Deus verdadeiro
Os hindus crêem em cerca de 300 milhões de deuses. Adoram macacos, elefantes, vacas, cobras e até ratos. Embora se creia na existência de muitos deuses, que elementos os tornam verdadeiros? O apóstolo Paulo disse aos coríntios:

"Pois, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores), todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por ele nós também" (I Coríntios 8:5-6).

Não é somente a letra maiúscula que define um Deus verdadeiro, é a sua natureza (Gálatas 4:8). Um Deus verdadeiro não tem princípio nem fim (Gênesis 21:33). É o criador de todas as coisas (Salmo 102:25) (Isaías 44:24; 45:18). É único (Deuteronômio 6:4) (Isaías 44:6; 46:9). Ele sabe todas as coisas (Isaías 44:7-9). Ele não se deixa manipular através de imagens (Êxodo 20:3-5) (Salmo 115:3-10). Não é uma energia ou uma força impessoal, ele é uma pessoa e se comunica com seu povo (Gênesis 9:8; 12:1) (II Crônicas 7:14). Conhece profundamente o homem (Hebreus 4:13). Um "Deus conosco" (Mateus 1:23), presente entre o seu povo. Que se manifestou em carne, e se fez homem (João 1:14). Só restará um Deus no universo (Jeremias 10:11), o Deus que se manifestou a Israel (Deuteronômio 7:6), e que foi revelado no Senhor Jesus Cristo (João 17:3-6; ITm.6:14-16)

Tem a Escritura verdadeira
Conta-se que o filósofo francês Voltaire (1694-1778) teria afirmado que a Bíblia, cem anos após a sua morte, seria um livro esquecido, ultrapassado, e empoeirado em todas as estantes em que estivesse. Antes que se completassem os cem anos de sua morte, na casa em que ele residia, abriu-se uma editora de Bíblias. Voltaire não conhecia a Bíblia, pois ela diz:

"Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão" (Mateus 24:35).

São palavras verdadeiras (João 17:17), de um Deus verdadeiro (I João 5:20). A Bíblia é divinamente inspirada (II Timóteo 3:16-17) (II Pedro 1:20-21). Ela mergulha profundamente dentro do homem com eficácia, discernindo todo o seu interior (Hebreus 4:12). Nela o homem deve meditar de dia e de noite (Josué 1:8) (Salmo 1:2).

Vale a pena ressaltar que alguns céticos, tentando denegrir as palavras da Bíblia, têm afirmado pejorativamente: "Lembrem-se, a Bíblia foi escrita por homens"! Citando as palavras do pastor Paulo Romero, respondemos: "E vocês queriam que fosse escrita por um cavalo?" Deus usou o que era mais óbvio, o homem, ser inteligente e capaz. E a escrita, comum a todos os povos, o meio prático de que sua Palavra passaria de geração a geração (Deuteronômio 6:6-9).

Tem o Messias verdadeiro
Muitos homens têm vindo ao mundo afirmando que foram enviados por Deus ou foram tidos como deuses: Buda, Maomé, Zoroastro, Confúcio, reverendo Moon, Yuri Tais, e tantos outros. Dizem-se portadores de uma mensagem divina. São eles messias verdadeiros? O que dizem veio de um Deus verdadeiro? quais as credenciais de um verdadeiro messias? Vejamos algumas: O reconhecimento do próprio Deus (Mateus 3:17) (I João 5:9), profecias se cumpriram a seu respeito (Isaías 7:14; 9:6; 11:1-5; 53:1-7), a natureza de sua missão (Lucas 4:14-21), os poderes que possui (Lucas 7:12-15), a autoridade que tem (Mateus 7:29), a capacidade de aproximar o homem de Deus (João 1:29) (I João 1:7), a capacidade de vencer a morte (Lucas 24:1-6), de perdoar pecados (Lucas 5:20), sua origem celestial (João 3:11-13).

Napoleão Bonaparte, francês que tentou conquistar o mundo, disse o seguinte sobre Jesus: "Eu tive um reino que desmoronou rapidamente. Onde estão os meus seguidores? Onde estão aqueles que vinham aprender as minhas palavras? Onde estão os impérios que se ergueram na humanidade: babilônios, assírios, gregos e romanos? Todos acabaram assim como o meu. Mas Jesus Cristo ergueu um reino que já dura quase dois mil anos, e não terá fim". Jesus dividiu a história, e sem ele a história é incompreensível. Ele é Senhor, Rei e Deus (Apocalipse 17:14) (Tito 2:13). O Messias verdadeiro traz em suas mãos as chagas deixadas pela cruz, na qual morreu para salvar todo aquele que nele crê (João 20:24-29) (Colossenses 2:13-17). Jesus Cristo é o Messias verdadeiro, todos os outros são falsos (Mateus 24:24). "Jesus não é maior do que Buda, Maomé, Zoroastro, Confúcio, Kardec, ou qualquer outro, Jesus é incomparável".

Tem a Mensagem verdadeira
Conta-se que um menino de cinco anos estava no gabinete de seu pai fazendo-lhe várias perguntas. O pai, não conseguindo trabalhar, pegou um mapa com todos os países do mundo e recortou-os um por um, pedindo ao menino que os levasse para seu quarto e os colocasse em ordem. Não demorou cinco minutos e o menino já estava de volta com o mapa montado. O pai, espantado com a rapidez do menino, perguntou-lhe como havia montado tão facilmente o mapa. O Menino respondeu: "Havia um homem desenhado do outro lado, do tamanho do mapa, depois que coloquei o homem em ordem, vi que tinha colocado o mundo também". Só há uma forma deste mundo se tornar melhor, é mudar o ser humano, e a Bíblia é o livro que tem esta proposta (João 2:25) (I Coríntios 15:1-4). A mensagem verdadeira é baseada na graça de Deus, arrependimento de pecados, não em méritos humanos. (Atos 17:30) (Efésios 2:8-9). É uma mensagem de salvação e vida eterna (Atos 16:29-31) (João 3:16). Infelizmente esta mensagem tem sido distorcida, e muitas pessoas já não se aproximam mais de Jesus pela cruz (João 12:32-33), mas por interesses pessoais. Várias tendências teológicas têm surgido, distorcendo a verdadeira mensagem da salvação: unção do riso, vômito do Espírito, maldição hereditária, regressão, dente de ouro, teologia da prosperidade. Vale a pena ressaltar que para tudo se encontra uma passagem bíblica. O chavão é: "Está na Bíblia". Satanás usou esta técnica com Jesus quando lhe disse: "...lança-te daqui abaixo; porque está escrito..." (Mateus 4:6). E citou para Jesus o Salmo 91:11-12, para que Jesus se atirasse do pináculo do templo, afirmando que os anjos do Senhor não o deixariam cair. Jesus respondeu a Satanás: "Também está escrito: Não tentarás ao Senhor teu Deus" (Mateus 4:7). Jesus usou o texto de Deuteronômio 6:16 para mostrar a Satanás que não basta apenas usar da autoridade da Bíblia em textos isolados, ela é um todo, e interpreta-se a si mesma. Apesar de todas as circunstâncias a Bíblia continua e continuará sendo o único livro verdadeiro e digno de confiança.

Tem um povo verdadeiro
Adolf Hitler quase destruiu o mundo porque achava que os alemães eram uma raça pura, superior e que só eles deveriam mandar e governar o planeta, mas os seus ideais não permaneceram. Os judeus foram considerados para Deus um povo especial, o qual ele escolheu para se manifestar (Deuteronômio 7:6). Hoje, o povo de Deus não é caracterizado pela raça, etnia, mas por ter nascido de novo (João 3:3-8). É um povo chamado e escolhido por Deus, mediante Jesus Cristo (Gálatas 3:28) (Romanos 9:21-25) (Romanos 9:27-33), que recebeu Jesus como Salvador, tornando-se filho de Deus (João 1:12). Esse povo busca as coisas de Deus (Colossenses 3:1-3) é templo do Deus verdadeiro (I Coríntios 3:16), anda nos passos de seu Redentor (Colossenses 2:6-7), e espera a sua volta (Atos 1:11) (I Tessalonicenses 4:16-17). Deus tem tolerado a maldade do mundo somente por causa deste povo (Mateus 24:22). É um povo selado pelo Deus verdadeiro (Efésios 1:13). É importante que se tenha em mente que a igreja é composta de pessoas imperfeitas: A igreja não é um museu para santos, mas um hospital para doentes. Jesus disse que não veio chamar justos ao arrependimento, mas pecadores (Mateus 9:12). Obviamente, espera-se que as pessoas que compõem a igreja sejam transformadas em seu viver, mas elas ainda não atingiram a perfeição.

Conta-se que uma irmã, insatisfeita com sua igreja, teria chegado para o seu pastor e lhe dito: "Estou à procura de uma igreja perfeita, com um pastor perfeito, diáconos perfeitos, ministro de música perfeito, regentes perfeitos, professores perfeitos, e membros perfeitos". O pastor lhe respondeu: "O dia em que irmã encontrar, por favor, não entre, senão a irmã vai estragá-la."

Alguém já disse: "Se a igreja não fosse de Deus os homens já teriam terminado com ela". Deus criou todas as coisas, e teve o bom gosto de criar tudo em ordem e perfeito. Mas o homem tem o poder de estragar tudo. A igreja foi criada por Jesus, que se entregou por ela (Efésios 5:25), ela é a noiva, bela, bonita e perfeita, e ele virá buscá-la (Apocalipse 19:7). Esta é a igreja verdadeira. Você é parte dela? Sua igreja tem estas marcas?


As Igrejas de Deus
"Pois vós, irmãos, vos tornastes imitadores das igrejas de Deus em Cristo Jesus que estão na Judéia" (1 Tes. 2:14)

A ignorância que prevalece no Cristianismo agora em relação às Igrejas de Deus é profunda e mais geral que qualquer outro erro sobre qualquer outro tema das Escrituras. Muitos que são fortes em relação ao Evangelho e são corretamente ensinados sobre os grandes fundamentos da fé, estão equivocados em relação à Igreja. Há de se notar que a confusão que abunda diz mais respeito a palavra "Igreja". Há poucas palavras com tamanha variedade de sentidos. O homem comum entende por "igreja" um edifício no qual as pessoas se congregam para a adoração pública. Porém os que compreendem melhor, sabem que o termo se refere as pessoas que se congregam neste edifício.

Outros usam o termo em um sentido denominacional e chamam de a "Igreja Metodista" ou a "Igreja Presbiteriana". Também se emprega para chamar de instituições do Estado como a "Igreja da Inglaterra" ou a "Igreja da Escócia".

Para os papistas, a palavra "igreja" é quase sinônimo da palavra "salvação", porque eles ensinam que todos os que estão fora da "Santa Igreja Mãe" estão eternamente perdidos.

Para muitos que são até mesmo povo de Deus, parece não interessar-lhes o que Deus pensa sobre o tema. É triste notar que homens devotos no Evangelho, que proclamam a Palavra de Deus, nos comentam que não se molestam em relação à doutrina da Igreja; que a salvação é um tema mais importante; e o estabelecimento dos Cristão nos fundamentos é tudo o que é necessário.

Vemos que eles dão capítulo e versículo para cada declaração que fazem e enfatizam a autoridade da Palavra de Deus, porém cerram os olhos à seus ensinamentos sobre a Igreja.

Que constitui uma Igreja Neotestamentária ?
Que haja multidões de supostos Cristãos que desdenham a importância desta questão em manifesto. Suas ações os demonstram. Não se molestam em contestar a pergunta. Alguns estão contentes em ficar fora de qualquer Igreja terrenal. Outros se unem a alguma igreja por considerações sentimentais, porque seus pais ou seus parentes pertencem à ela. Todavia outros se unem a uma igreja por motivos mais baixos, por razões políticas ou de negócios. Porém isto não deve ser assim.

Se o leitor é um Anglicano, deve sê-lo porque está convencido de que sua igreja é a mais bíblica. Se é presbiteriano, deve sê-lo pela convicção de que sua igreja está mais de acordo com a Palavra de Deus. E assim também se és Batista, ou Metodista, etc.

Há muitos outros que não guardam nenhuma esperança de poder contestar satisfatoriamente a pergunta: O que é uma Igreja Neotestamentária ? A confusão que causam no Cristianismo, as numerosas seitas e denominações, que diferem amplamente na doutrina e na constituição da igreja e na sua idéia sobre o governo, tem desanimado a muitos. Não dispõe de tempo necessário para examinar as declarações de muitas denominações. Muitos Cristãos são pessoas muito ocupadas, que trabalham muito para ganhar a vida, e não tem o tempo necessário para investigar adequadamente os méritos escriturísticos dos diferentes sistemas eclesiásticos. Conseqüentemente deixam de um lado a questão, porque a vem demasiadamente difícil e complexa para poder chegar a uma conclusão satisfatória e conclusiva. Porém não, a solução não deve ser assim. Em vez de que estas diferenças de opiniões nos deixem perplexos, devem estimular-nos a chegar a compreender a mente de Deus em relação ao assunto. Se Ele nos diz que devemos "comprar a verdade", o que implica que o esforço e o sacrifício são necessários, somos convidados a "provar todas as coisas".

Agora, é óbvio a todos que deve haver uma maneira mais excelente do que examinar os credos e os artigos de fé de todas as demais denominações. O único método satisfatório para descobrir a resposta divina à pergunta é voltarmos para o próprio Novo Testamento e estudar seus ensinamentos relacionados à "Igreja"; não os pontos de vista de algum homem piedoso; não aceitando o credo de uma Igreja a qual pertencem os meus pais; mas sim provando todas as coisas por si mesma. O povo de Deus não tem nenhum direito de organizar uma igreja sobre fundamentos que não são os que governaram as Igrejas no tempo do Novo Testamento. Uma instituição cujos ensinamentos ou governo são contrários aos Novo Testamento sem dúvida não é uma igreja neotestamentária.

Agora, se Deus tem considerado de suma importância colocar entre as páginas de inspiração, o que é uma igreja neotestamentária, então deve ser importante para cada homem ou mulher estudar o que está escrito, e submetermos a sua autoridade e conformarmos à sua conduta. Assim que apelo ao Novo Testamento unicamente e busco a resposta a nossa pergunta.

1. Uma Igreja Neotestamentária é um corpo local de crentes.

Muita confusão tem sido o resultado de se utilizar adjetivos que não se encontram no Novo Testamento. Se fossemos perguntar a alguns Cristãos: a que igreja você pertence ? Contestariam: a grande igreja invisível de Cristo – uma igreja que é intangível e invisível. Quantos repetem o Credo dos Apóstolos, "Creio na santa igreja católica ?, que certamente não era parte alguma no credo que os apóstolos mantiveram. Outros falam de uma "igreja militante" e de uma "igreja triunfante", porém nenhum destes termos se encontram nas Escrituras, e os empregarmos somente cria dificuldade e confusão. No momento que deixamos de reter "o modelo das sãs palavras" (2 Timóteo 2:13) e usamos termos não-escriturísticos, somente nos confundimos ainda mais. Não podemos melhorar as Sagradas Escrituras. Não há necessidade de inventar mais temos, fazê-lo é criticar o vocabulário do Espírito Santo. Quando alguns falam de uma igreja universal de Cristo, empregam um termo anti-escriturístico. O que querem dizer é "a família de Deus". Esta última expressão inclui toda a companhia dos eleitos, porém a palavra "Igreja" não tem o mesmo sentido.

O tipo de Igreja que é enfatizado no Novo Testamento, não é nem invisível nem universal, mas visível e local. A palavra para "igreja" é ekklesia e os que conhecem a língua grega estão de acordo que significa uma assembléia. Uma assembléia é uma companhia de gente que realmente se reúne. Se nunca se reúnem, então isso seria um mal uso da linguagem dizer que são uma assembléia. Por isso, como todo o povo de Deus nunca tem estado em uma assembléia, juntos, não há uma Igreja ou assembléia universal. Essa igreja é todavia futura porque ainda não tem uma existência corporal.

Para provar o que se disse acima, vamos examinar as passagens onde o termo foi usado pelo nosso próprio Senhor durante os dias de sua carne. Somente duas vezes nos quatro Evangelhos encontramos a Cristo falando de sua "Igreja". A primeira está em Mateus 16:18, onde disse Jesus a Pedro "Sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela". A que tipo de Igreja se referia o Salvador? A grande maioria dos Cristãos pensam que foi a grande Igreja invisível, mística e universal, que inclui todos os redimidos. Porém certamente estão equivocados. Se isto houvesse sido o sentido da palavras, necessariamente haveria dito "Sobre esta pedra estou construindo minha Igreja". Porém disse "construirei", tempo futuro. O que demonstra que quando falou estas palavras, a Igreja não tinha existência, salvo no seu propósito. A igreja à qual Cristo se refere em Mateus 16:18 não podia ser universal, isto é, uma igreja que inclui todos os santos de Deus, porque o tempo do verbo que emprega manifestamente exclui os santos do Antigo Testamento. Além disso, nosso Senhor não se referia à Igreja na glória, porque essa Igreja já não estará sob o perigo das portas do inferno. Sua declaração que "as portas do inferno não prevalecerão contra ela" sem dúvida esclarece que se refere a Sua Igreja sobre a terra, uma Igreja visível e universal.

O único outro exemplo de nosso Senhor falando da Igreja quando esteve na terra, se encontra em Mateus 18:17 : "Se recusar ouvi-los, dize-o à igreja; e, se também recusar ouvir a igreja, considera-o como gentio e publicano". Agora, o único tipo de Igreja a qual um irmão pode falar de seus problemas é um Igreja visível e local. Isto é tão óbvio que não há necessidade de falar mais deste ponto.

No último livro do Novo Testamento, encontramos o nosso Senhor usando o termo outra vez. Primeiro em 1:11 disse a João "Escreve em um livro o que vês, e enviá-lo às sete igrejas que estão na Ásia". Outra vez, é claro que o Senhor fala de igrejas locais. Depois disto, o Senhor usa a palavra 19 vezes no Apocalipse e em cada passagem a referência foi à Igrejas locais. Sete vezes repete "O que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas", não disse "ouça o que o Espírito diz à Igreja" - o que haveria dito se a opinião popular fosse a correta.

A última referência no Apocalipse está em Apocalipse 22:16: "Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã". A razão disto é que a Igreja de Cristo ainda não tem nenhuma existência tangível e incorporada, seja na glória ou sobre a terra; tudo o que tem agora são suas Igrejas locais.

Uma prova adicional de que o tipo de Igreja que é enfatizado no Novo Testamento é local e visível, está em outros passagens da Escritura. Lemos da "igreja que estava em Jerusalém" (Atos 8:1), "a igreja que estava em Antioquia" (Atos 13:1); "a igreja de Deus que está em Corinto" (1 Coríntios 1:2) – tomem nota de que ainda que esta Igreja tinha vínculos com as demais Igrejas, se distingue de "todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Coríntios 1:2). Outra vez lemos de Igrejas, plural no número. "Assim as igrejas em toda a Judéia, Galiléia e Samária, tinham paz..." (Atos 9:31); "...As igrejas de Cristo vos saúdam" (Romanos 16:16); "...as igrejas da Galácia" (Gálatas 1:2). Assim que se pode ver que a idéia proeminente e dominante no Novo Testamento, foi de Igrejas locais e visíveis.

2. Uma Igreja Neotestamentária é um corpo local de crentes batizados.
Por "crentes batizados" quero dizer Cristão que tenha sido submergido em água. Em todo o Novo Testamento, não há nem um só caso de alguém que chegara a ser membro de uma igreja de Jesus Cristo sem ser primeiro batizado; há muitos casos, muitas indicações e provas de que todos os que pertenciam às igrejas nos dias dos apóstolos eram Cristãos batizados.

Vamos ver primeiro a última parte de Atos 2:47: "E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos". Notem que o versículo não diz que "Deus" ou "o Espírito Santo" ou "Cristo" mas "o Senhor" acrescentava. A razão é esta: "o Senhor" leva a idéia de autoridade e os que Ele acrescentava à igreja haviam se submetido ao Seu senhorio. E a maneira pela qual haviam submetido a Ele está nos versículos 41-42: "De sorte que foram batizados os que receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas; e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações". Assim que durante os dias mais primitivos desta dispensação, o Senhor acrescentava à Sua igreja pessoas que estavam batizadas.

Vejam a primeira das epístolas. Romanos 12:4-5 demonstra que os santos em Roma formavam uma igreja local. Agora regressemos a Romanos 6:4-5 onde encontramos o apóstolo dizendo aos membros de Roma (e deles): "Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque, se temos sido unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente também o seremos na semelhança da sua ressurreição". Assim que os membros da igreja local em Roma eram cristãos batizados.

Agora considerem a igreja em Corinto. Em Atos 18:8 lemos: "e muitos dos coríntios, ouvindo, criam e eram batizados". Outra prova de que os santos de Corinto foram batizados se acha em 1 Coríntios 1:13-14; 10:2,6. E 1 Coríntios 12:13 traduzido corretamente (espero comentar sobre esta passagem em outro artigo mais adiante) expressamente afirma que a entrada à assembléia local é pelo batismo nas águas. E antes de passar a outro ponto, permita-me dizer que um igreja composta de crentes batizados é óbvia e necessariamente uma igreja cristã. E por isso os verdadeiros cristãos não devem ter vergonha do nome que levam.

3. Uma Igreja Neotestamentária é um corpo local de crentes batizados que formam uma organização.

  Uma assembléia é uma companhia de pessoas que se reúnem juntos em uma organização, de outro modo não haveria nada para distinguir-lhes de uma multidão qualquer. Prova clara disto se acha em Atos 19:39: "E se demandais alguma outra coisa, averiguar-se-á em legítima assembléia". Estas palavras foram pronunciadas pelo escrivão do povo à multidão que quebrantava a paz. E havendo "apaziguado a multidão" e havendo afirmado que os apóstolos não eram nem ladrões de igrejas ou blasfemadores da deusa do povo, lhes recordou a Demétrio e seus seguidores que "os tribunais estão abertos e há procônsules"; e lhes convida a acusar-se uns aos outros. A palavra grega para "assembléia" nesta passagem é ekklesia e a referência foi à corte jurídica Romana, isto é, uma organização governada por leis.

Também as figuras usadas pelo Espírito Santo em relação com a "igreja" são pertinentes unicamente a uma organização local. Em Romanos 12 e em 1 Coríntios 12 Ele emprega o "corpo" humano como uma analogia ou ilustração. Este exemplo não é próprio para representar uma igreja "invisível" ou "universal" cujos membros estão esparzidos por toda a terra. Não é necessário recordar ao leitor que não há organização mais perfeita na terra que o corpo humano, cada membro em seu lugar apropriado, cada um cumprindo seu dever e função. Em 1 Timóteo 3:15 a igreja é chamada "a casa de Deus". Esta "casa" fala de organização, cada habitante tendo sua própria recâmara, os móveis em seu lugar, etc.

Outra prova de que uma "igreja" neotestamentária é uma companhia local de crentes batizados, em uma relação organizada, se acha em Atos 7:38, onde o Espírito Santo aplica o termo ekklesia aos filhos de Israel – "na congregação (igreja) no deserto". Agora bem, os filhos de Israel no deserto eram uma assembléia organizada, redimida e batizada. Será que alguém se surpreenda que foram batizados ? Porém a Palavra de Deus é mui explícita neste ponto: "Pois não quero, irmãos, que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar; e, na nuvem e no mar, todos foram batizados em Moisés" (1 Coríntios 10:1-2). Também estavam organizados; tinham seus "príncipes" (Números 7:2) e seus "sacerdotes", "anciões" (Êxodo 24:1) e seus "oficiais" (Deuteronômio). Assim pois podemos ver que foi correto aplicar o termo ekklesia a Israel no deserto. E podemos descobrir como sua aplicação a Israel nos ajudar a definir seu sentido exato. Vemos que uma igreja neotestamentária tem seus "oficiais ou ministros",  que podem ser seus "anciões" (que é o mesmo que "bispos"), "diáconos" (Timóteo 3:11,12), "tesoureiro" (João 12:6; 2 Coríntios 8:19), e "escrivão" – a enumeração dos membros (Atos 1:15) claramente implica um registro.

4. Uma Igreja Neotestamentária é um corpo local de crentes batizados em uma organização, pública e corporalmente adorando a Deus pela maneiras que Ele estabeleceu.

Seria necessário citar uma boa parte do Novo Testamento, para amplificarmos sobre este tema. Melhor é que o leitor leia com cuidado o livro dos Atos e as epístolas, com uma mente aberta, e encontrará abundante confirmação do tema. Porém somente permita-me dizer em resumo: Primeiro, para manter "a doutrina dos apóstolos" e o companheirismo (Atos 2:42). Segundo, para preservar e perpetuar o batismo escriturístico em o nome do Senhor Jesus Cristo (At.2:38) e a ceia do Senhor: "as instruções tal como" Paulo as entregou à Igreja (1 Coríntios 11:2). Terceiro, para manter a disciplina santa: Atos 13:17; 1 Timóteo 5:20-21, etc. Quarto, para ir a todo o mundo e pregar o Evangelho a toda criatura (Marcos 16:15).

5. Uma Igreja Neotestamentária é independente de tudo, menos de Deus.

Cada igreja local é completamente independente de todas as demais. Cada igreja tem seu próprio governo, conforme 1 Coríntios 16:3; 2 Coríntios 8:19. Por "governo" quero dizer que sua obra é administrativa e não legislativa.

Uma igreja neotestamentária deve fazer todas as coisas decentemente e em ordem (1 Coríntios 14:40), e sua única regra para ordenar as coisas, é a Sagrada Escritura. Seu único modelo, sua corte de apelação, é a Bíblia e nada mais que a Bíblia, pela qual todas as questões de fé, doutrina, e a vida Cristã são determinadas. Sua única cabeça é Cristo: Ele é seu Legislador, Fonte e Senhor.

A Igreja local deve ser governada pelo que o Espírito de Cristo disse às igrejas. Por isso logicamente está separada do Estado e deve recusar o sustento econômico do Estado. Ainda que seus membros são instruídos a submeterem-se "às autoridades superiores" (Romanos 13:1), não devem permitir que o Estado lhes dite nos assuntos da fé ou da prática.

A administração do governo de uma igreja neotestamentária reside em sua própria membresia e não em um corpo especial de homens, seja dentro ou fora da igreja. Uma maioria de seus membros decidem as ações da igreja. Isto se vê claramente em 2 Coríntios 2:6: "Basta a esse tal (a pessoa disciplinada) esta repreensão feita por muitos". As últimas duas palavras "por muitos" é tradução de hupo ton pleionon. Pleionon é um adjetivo e literalmente significa pela maioria e é traduzido assim pelo Dr. Charles Hodge, um dos melhores e competentes conhecedores do Grego.

Em resumo: a menos que haja uma companhia de pessoas regeneradas, batizadas de acordo com as Escrituras, organizadas segundo o Novo Testamento, adorando a Deus segundo suas instruções, tendo companheirismo com a doutrina dos apóstolos, mantendo as ordenanças, preservando a disciplina estrita, ativa na evangelização, então não há uma igreja neotestamentária, chame o que se chame. Porém se uma igreja possui estas características, é então a única instituição em toda terra ordenada, construída e aprovada pelo Senhor Jesus Cristo. Assim que o escritor considera seu maior privilégio, depois de ser salvo, pertencer a uma de Suas igrejas. Que a graça divina nos ajude a andar dignamente como membros de Sua Igreja noiva!


O BATISMO BÍBLICO

Este estudo visa esclarecer a questão do batismo em todos os seus termos. Busca primeiramente esclarecer o que é o batismo bíblico. Depois enfoca o batismo bíblico e o que os Cristãos genuínos ensinam sobre o mesmo; E finalmente esclarece porque não aceitamos  o batismo da maioria das denominações católicas e protestantes.

O BATISMO BÍBLICO
O primeiro batismo de que se tem noticia no Novo Testamento é o praticado por João, o batista. Este batismo foi chamado de o batismo do arrependimento pelo apóstolo Paulo. Por ele passou todos os apóstolos de Jesus. Jesus foi batizado por João, mas o batismo de Jesus tem um desígnio totalmente diferente do administrado por João aos pecadores confessos. Finalmente temos o batismo administrado pela Igreja de Jesus, primeiramente pelos apóstolos antes de sua morte, depois, pela Igreja organizada de Jerusalém.

O BATISMO DE JOÃO AOS PECADORES CONFESSOS
Esse batismo era por imersão (veremos mais adiante um estudo específico sobre o significado da palavra). Seu desígnio era totalmente diferente do administrado pela Igreja. Simbolizava que Jesus iria morrer, iria ser sepultado e iria ressuscitar dentre os mortos. Era uma crença "Naquele que há de vir", como dizia o próprio João. João podia administrá-lo porque como ele confirmou, e não negou: "aquele que me mandou batizar", referindo-se ao próprio Deus, dera-lhe tal autoridade. Importante lembrar que João só batizava pecadores confessos, ou seja, pessoas que estavam conscientes de que eram pecadores.

Grande número de pessoas participaram desse batismo administrado por João. Inclusive os doze apóstolos do Senhor Jesus. Foi um ministério tão grande que muitos anos depois Paulo encontrou alguns de seus discípulos na longínqua cidade de Éfeso. Apolo, grande pregador e cooperador de Paulo, foi um de seus discípulos. Este batismo terminou quando João foi encerrado na prisão, coincidindo com o início do ministério de Jesus. Aquele que havia de vir chegou, e por isso, não necessitavam mais ser batizados para aquele fim. Quando Jesus iniciou seu ministério João foi preso, e da prisão foi decapitado. Findou-se assim o batismo de João aos pecadores confessos.

O BATISMO DE JOÃO A JESUS
O batismo de Jesus também foi por imersão. Seu desígnio também era diferente do administrado por João aos pecadores confessos e dos administrado pela Igreja aos crentes arrependidos. Simbolizava que Ele daria sua vida nossos pecados, seria sepultado e depois ressuscitaria em Glória. Não era uma crença, era o cumprimento da vontade do Pai, ou como o próprio Senhor Jesus disse: "Para que se cumpra toda a justiça". Nesta passagem vemos a importância da pessoa que administra o batismo, pois, o Senhor Jesus podia ter batizado a si próprio, mas não o fez. Andou mais de cem quilômetros e foi até onde João estava batizando, e lá, recebeu o batismo da pessoa que o próprio Deus tinha ordenado para o ato.

O BATISMO ADMINISTRADO PELA IGREJA PRIMITIVA
Esse batismo também foi por imersão. Seu desígnio inaugurava um propósito todo novo. Simbolizava que Jesus morreu pelos nossos pecados, que foi sepultado e que ressuscitou dentre os mortos. Só era batizado aquele que tinha feito profissão sincera de sua fé no Senhor Jesus. Nunca, em momento algum, temos a notícia de que pelo menos um dos batizados pela igreja fosse pessoas não convertidas, ou forçadas para o ato, ou qualquer recém-nascido. Consideremos o que disse Filipe para o Eunuco: "Você pode ser batizado, se creres de todo o seu coração"; e após a pregação de Pedro em Atos 2 vemos a Bíblia esclarecendo que "foram batizados todos os que voluntariamente... ", portanto, eram batizados após terem a certeza de salvação e de livre e espontânea vontade. Também não era qualquer um que podia batizar. Não vemos dizer que os membros excluídos batizaram alguém, que também os facciosos batizaram alguém e fosse aceito, e não há nenhuma menção de que alguém tenha sido batizada por si mesma. Do membro excluído a Bíblia ensina a se afastar dele, e do faccioso a evitá-lo. Assim temos que A IGREJA ESTAVA COM A ORDENANÇA DO BATISMO, e só podia realizar o batismo ou um pastor ou um membro que estivesse em plena comunhão com a igreja biblicamente correta.
BATISMO NAS ÁGUAS
O batismo nas águas é o próximo passo importante nos primeiros princípios da doutrina de Cristo. O batismo nas águas não é apenas uma forma ou uma cerimônia sem sentido, mas uma experiência definida na vida de um crente néo-testamentário, como nos relatam, não só os evangelhos, senão também os Atos dos Apóstolos e as Epístolas. Hebreus 6:1-2; Atos 2:38-41. Batismo nas Águas. O batismo nas águas é parte de salvação (1 Pedro 3:21). Ele expressa fé em Deus pela obediência a Sua Palavra (Marcos 16:16; Atos 2:41). O modo de batismo das Escrituras é imersão nas águas, e somente este método retém o simbolismo bíblico de batismo como um sepultamento (Mateus 3:16; Atos 8:36-39; Romanos 6:4). Fé em Cristo e arrependimento do pecado são necessários para sua validez; assim batismo de infantes não é correto (Mateus 3:6-11; Atos 2:38; 8:37).

QUAL É O SENTIDO DA PALAVRA “BATIZAR”?
Batismo ou batizar quer dizer “mergulhar, submergir, imergir” Marcos 1:5, João 3:23; Atos 8:36-39. Por definição e uso a palavra quer dizer “meter em água ou debaixo dela de modo a inteiramente imergir ou submergir”. A significação bíblica do batismo nas águas é como segue: (1) Deus remi pecados no batismo nas águas (Atos 2:38; 22:16). Deus apaga o registro de pecado e cancela sua penalidade. Ele lava os pecados, sepultando-os para sempre. (2) Batismo é parte do novo nascimento (João 3:5; Tito 3:5). (3) Batismo identifica uma pessoa com o sepultamento de Jesus (Romanos 6:4; Colossenses 2:12). Ele indica que a pessoa morreu para o pecado por arrependimento e está sepultando seus pecados passados, o domínio de pecado, e o estilo de vida pecaminosa. (4) O batismo nas águas é parte de um batismo de água e Espírito que coloca os crentes em Cristo (Romanos 6:3-4; Gálatas 3:27; Efésios 4:5). Ele os identifica pessoalmente com Jesus e é parte da entrada na Sua família. (5) O batismo é parte de circuncisão espiritual (Colossenses 2:11-13).

PARA QUE TER A ORDENAÇÃO DE BATISMO NAS ÁGUAS?

a. Jesus o ordenou. Marcos 16:16; Mateus 28:16-20

b. Jesus foi batizado. Mateus 3:13-17

c. Os apóstolos o ordenaram. Atos 2:37-47; Atos 10:44-48

d. Se o amarmos, guardaremos seus mandamentos. João14:15

e. Validamos nossa fé pela obediência. Tiago 2:17-18

PARA QUEM É ESTA ORDENAÇÃO?
Em cada Escritura registrada abaixo veremos que as pessoas ouviram, creram e receberam a Palavra, então eram batizadas. O arrependimento e a fé sempre precediam o batismo nas águas. Portanto é um “batismo de crentes” , isto é, daqueles que crêem. A Bíblia ensina que o batismo deveria ser administrado em o nome de Jesus Cristo.    Isto significa invocar o nome de Jesus oralmente (Atos 22:16; Tiago 2:7) e rebatizar aqueles que tem sido batizado de outra maneira (Atos 19:1-5). O nome de Jesus na fórmula batismal expressa fé em Sua identidade verdadeira, obra expiatória, e poder salvador e autoridade, O nome de Jesus é o único nome salvador, o nome pelo qual deve receber remissão de pecados, o nome mais sublime, e o nome no qual cristãos deverão falar e fazer todas as coisas (Atos 4:12; 10:43; Filípenses 2:9-11; Colossenses 3:17). Usando assim o nome do Senhor Jesus é a maneira correta para cumprir todos os propósitos do batismo.

a. “Quem crer e for batizado...” Marcos 16:16

b. O samaritanos creram e foram batizados. Atos 8:12-15

c. O eunuco creu e foi batizado. Atos 8:35-38

d. Pedro ordenou que os gentios fossem batizados. Atos 10:47-48

e. Os discípulos de Éfeso creram e foram batizados. Atos 19:4,5

Leia também Atos 9:17-18; 16:30-34; 18:8. O batismo nas águas é uma parte essencial da obediência; não é opcional. Recusar o batismo nas águas é viver em desobediência à Palavra revelada de Deus. A Bíblia contém cinco registros históricos de batismo da igreja do Novo Testamento que descrevem um nome ou fórmula. Em cada caso o nome é Jesus (Atos 2:38; 8:16; 10:48; 19:5; 22:16). As epístolas também se aludem à fórmula do nome de Jesus (Romanos 6:3-4; 1 Coríntios 1:13; 6:11; Gálatas 3:27; Colossenses 2:12). Até Mateus 28:19 refere-se a esta fórmula, pois descreve um nome singular que representa todas as manifestações remissórias da Divindade, e aquele nome é Jesus (Zacarias 14:9; Mateus 1:21; João 5:43; 14:26; Apocalipse 22:3-4). Além do mais, Jesus é o nome descrito nos outros registros da Grande Comissão (Marcos 16:17; Lucas 24:47).

NOTA: O batismo nas águas envolve uma confissão de fé no Senhorio de Cristo, Atos 8:36-39; Romanos 10:9-10. Os pré-requisitos do batismo são arrependimento, fé e confissão (isto claramente exclui o batismo infantil).
Em Mateus 28:19, Jesus ordenou a seus onze Apóstolos que batizassem. “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo;... “. Ele falou aos homens cujo entendimento estava aberto às escrituras (Lucas 24:45). Obviamente, suas palavras cativaram os ouvintes. Eles sabiam que Ele possuía as palavras de vida eterna, as quais não esqueceriam.
Ele os instruiu previamente: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” (João 14:15). Tomé, o incrédulo, assim que viu as marcas dos cravos em suas mãos e a ferida em seu lado, fez a confissão: “Senhor meu e Deus meu!” (João 20:28). Os discípulos sabiam que Ele era Deus manifestado em carne; eles o amavam e não falhariam em guardar este mandamento.
No grandioso dia de Pentecostes, registrado em Atos 2, lemos pela primeira vez que eles obedeceram o mandamento de batizar. “Todos ficaram cheios do Espírito Santo, e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.” (Atos 2:4). Pedro se pôs em pé com os onze e pregou uma mensagem de Jesus Cristo e de sua crucificação. Judeus e prosélitos, que se reuniram em Jerusalém para a Festa de Pentecostes, mudaram de zombadores a perguntadores. Compungidos de coração pela mensagem de Pedro, eles perguntaram o que deviam fazer para serem salvos. Pedro, o orador indicado, devido ao fato que Jesus lhe deu as chaves do reino dos céus (Mateus 16:19), deu esta resposta: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (O Espírito de Deus que os apóstolos receberam).
Pedro exerceu sua autoridade recebida de Deus. Os outros onze apóstolos, tendo se posto em pé juntamente com Pedro, permaneceram em acordo silencioso com ele. O povo era receptivo, “Então os que lhe aceitaram a palavra foram batizados; havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas. “(Atos 2:41).
A primeira vista isto parece uma contradição do que Jesus lhes ordenou em Mateus 28:19 quanto à fórmula para o batismo (Palavras a serem ditas sobre o candidato para o batismo enquanto este é submergido nas águas). Sabendo que “Toda Escritura é inspirada por Deus...” (II Timóteo 3:16), e portanto não pode haver contradição nela, devemos analisar estes dois versículos com mais cuidado. Ao fazer isso notaremos que Atos 2:38 não é uma contradição, mas que é a aplicação de Mateus 28:19.
Primeiramente, observemos o que o Senhor Jesus ordenou “. . . batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.” O mandamento é batizar EM NOME (singular) do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Na resposta de Pedro quanto ao que deveriam fazer, ele disse:
“...e cada um de vós seja batizado EM NOME de Jesus Cristo...” Para que estes concordassem, e desde que estejam contidos na Palavra de Deus, devem concordar; O NOME do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo deve ser O NOME DE JESUS CRISTO.
As Escrituras confirmam isto. “Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.” (Mateus 1:21). Mateus 1:25 acrescenta, “... a quem pôs o nome de Jesus.” O Filho, mencionado em Mateus 28:19 concebido pela virgem Maria por obra do Espírito Santo, recebeu o nome JESUS. O mesmo Jesus disse: “Eu vim em nome de meu Pai...” (João 5:43). Jesus herdou o nome de seu Pai, tal como você e eu o herdamos de nossos pais. (Hebreus 1:4). O Espírito Santo vem no mesmo nome, tal como Jesus fala em João 14:26, “Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome...” O NOME do Pai é JESUS; O NOME do Filho é JESUS; e O NOME do Espírito Santo é JESUS.
A Palavra de Deus novamente demonstra que é a verdade; não há contradição. Pai, Filho e Espírito Santo são títulos de um Deus cujo nome é Jesus. Pedro e os outros apóstolos sabiam disto. Por isso, Pedro deu a fórmula batismal de Atos 2:38, e os demais apóstolos concordaram com ele.
Assim, no dia de Pentecostes, três mil almas tomaram o nome de Jesus no batismo. O nome que Pedro declarou em Atos 4:12 foi o único nome abaixo do céu. dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos. Filipe invocou o mesmo nome ao batizar os samaritanos em Atos 8, “...somente haviam sido batizados em o nome do Senhor Jesus”. Pedro continuou o modelo em Atos 10:48. Ele ordenou a Cornélio e aos de sua casa (todos Gentios) os quais já haviam recebido o Espírito Santo, que fossem batizados em nome do Senhor Jesus. A palavra “ordenou” tem um significado especial aqui considerando que foi dada a um oficial do exército italiano. Para ele, desobedecer a uma ordem significava graves conseqüências.
Em Atos 19:1-7, lemos sobre os doze homens em Éfeso que precisavam do dom do Espírito Santo. Ao saber que eles não haviam recebido o Espírito Santo, Paulo imediatamente lhes perguntou em que foram batizados. Como eles foram batizados no batismo de João Batista, um batismo de arrependimento, Paulo lhes explicou que teriam que crer naquele que veio depois de João, Jesus Cristo. Quando ouviram isto, foram batizados em nome do Senhor Jesus. Logo Paulo impôs-lhe as mãos, e veio sobre eles o Espírito Santo. Esta narração bíblica representa dois pontos importantes acerca do batismo: (1) Se uma pessoa não recebeu o Espírito Santo, pode ser porque ainda não tem sido batizada em nome de Jesus; (2) Se uma pessoa previamente batizada, mas não em nome de Jesus; Paulo lhe batizaria novamente nesse nome.
Paulo era um crente firme em o nome de Jesus. Ele conheceu o nome do Senhor em uma experiência inesquecível que aconteceu em sua vida no caminho de Damasco. “Seguindo ele estrada fora, ao aproximar-se de Damasco, subitamente uma luz do céu brilhou ao seu redor, e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Ele perguntou Quem és tu, Senhor? E a resposta foi: Eu sou Jesus, a quem tu persegues;...” (Atos 9:3-5). Paulo, antes um perseguidor dos cristãos, chegou a ser um Cristão. Em Atos 22:16, ele fala de invocar o nome do Senhor em seu próprio batismo.

Algumas outras referências que expressam que a fórmula para o batismo é em nome do Senhor Jesus, são:
“...fomos batizados em Cristo Jesus...” (Romanos 6:3); “... mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus.” (1 Coríntios 6:11). “E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.” (Colossenses 3:17).
Livros de referências adicionalmente sustentam que a Igreja Primitiva usou a forma “em nome do Senhor Jesus Cristo” como sua fórmula para o batismo. O dicionário da Bíblia por Scribners, página 241, volume 1, afirma: “A forma original das palavras foram ‘em o nome de Jesus Cristo o Senhor Jesus,’. O batismo da trindade foi acrescentado mais tarde. A Canney Enciclopédia, página 53, salienta: “A Igreja Primitiva sempre batizou em nome do Senhor Jesus até o desenvolvimento da trindade.” A doutrina da trindade foi oficialmente adotada pela Igreja Católica no ano 325 d.C., aproximadamente 300 anos depois do nascimento da Igreja.
Jesus ordenou o batismo. Os discípulos e a Igreja Primitiva obedeceram Sua ordem e a transmitiram a outros. A Bíblia Sagrada entregue a nós pela mão do Senhor, o ordena. Portanto, é a responsabilidade de cada indivíduo que busca a completa salvação, ser batizado, usando a fórmula e modo bíblico apropriado.
A Bíblia não contém o registro de alguém que tenha sido batizado de outra maneira a não ser por imersão nas águas (modo), em o nome do Senhor Jesus Cristo (fórmula). Portanto, concluímos que batizar nos títulos, usando as palavras, “em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo” é uma tradição instituída pelos homens. A ordem de Jesus em Mateus 28:19 não está sendo obedecida por usar os títulos; está sendo somente repetida. Pedro e os demais apóstolos obedeceram a Deus no dia de Pentecostes ao declarar que o batismo deveria ser administrado em nome de Jesus.
A salvação vem unicamente pela graça de Deus. É somente por sua graça que podemos arrepender-nos e ser batizados em o nome do Senhor Jesus Cristo para remissão de nossos pecados. É nosso privilégio e nossa honra sermos sepultados com Cristo pelo batismo. Por causa da nossa obediência ao batismo em nome de Jesus, recebemos a promessa do dom do Espírito Santo. Todos os que se arrependem deveriam ser batizados em nome do Senhor Jesus Cristo, mesmo que já tenham recebido o Espírito Santo (Atos 10:44-48). Deus assim ordenou. Cada crente verdadeiro fará o possível para obedecer aos mandamentos de Deus. Não permitirá que nada o impeça de fazê-lo

QUAL É O SENTIDO DESTA ORDENAÇÃO?
O batismo nas águas é uma experiência espiritual simbólica, contudo também real. Somos batizados em: Em o Nome do Senhor Jesus Cristo At.2:38. Confirmando assim:

a. Sua morte – Romanos 6:3,4,5,11

b. Seu sepultamento – Colossenses 2:12

c. A ressureição – Colossenses 3:1; Romanos 6:4,5

O batismo é a identificação com Cristo. Na salvação aceitamos a morte, o sepultamento, e a ressurreição de Cristo.
No batismo nas águas identificamo-nos com este fato triúno:

a. Pelo batismo nós nos apresentamos como “mortos”.

b. Pela imersão sepultamos o “morto”.

c. Saindo das águas, ressuscitamos para andar em novidade de vida.

O BATISMO, ENTÃO PODE SER ADMINISTRADO SOMENTE POR AQUELES A QUEM A IGREJA AUTORIZA.

    Sem dúvidas que a Igreja como um todo, não pode batizar; ela deve realizar a ordenança por meio daqueles a quem ela autoriza, tanto como Jesus batizou por meio dos apóstolos (João 4: 1,2).

      Isto levanta duas questões, que consideremos agora; a saber:

(1) Pode a Igreja autorizar qualquer um de seus membros a realizar a ordenança do batismo?

     Para fazer o alcance desta pergunta mais claro, podemos apresentá-la como segue: a realização do batismo esta limitada ao ministério, ou pode um leigo oficiar?

     O Novo testamento não é tão claro neste ponto como noutros, mas o peso da evidência é em favor da administração do batismo como uma função peculiar do ministério. Filipe foi primeiro um diácono e então um pregador. A tradição tem que Ananias, que batizou Paulo, foi mais tarde Biso de Damasco. A verisimilitude é que ele já era um ancião quando batizou Paulo. Em todos os outros casos de batismo está evidente que foi administrado por um ancião.

(2) Deveria ser considerada a ordenação como conferindo ao ministério autoridade para batizar sem outra ação por parte da Igreja?

    Os apóstolos que tiveram de Cristo sua comissão, e outros, tais como Felipe e Ananias, que estiveram intimamente associados aos apóstolos em alguns casos, pelo menos, autorizados diretamente pelo Espírito Santo, batizaram crentes sem terem o juízo da Igreja sobre o assunto. Tal foi necessário no tempo quando as Igrejas foram poucas e vagarosas e difíceis às viagens. Foi parte do regime indicador do cristianismo. Mas a regra permanente é que o batismo põe alguém no corpo de Cristo, a Igreja; e, desde que a Igreja é uma democracia e está responsável a Deus pela fiel execução da grande comissão, ela, devêra, quando possível e de todo praticável, opinar sobre cada candidato ao batismo.

(3) Devêra um pregador, indo a um campo abandonado, ser autorizado a batizar crentes sem outra ação por parte de qualquer Igreja?

     Respondemos que isto deveria ser feito só quando absolutamente necessário, como quando um missionário vai para um campo estrangeiro onde não há verdadeira igreja acessível. Onde tudo é praticável, os candidatos ao batismo deveriam ser levados a uma igreja visinha em que possam pedir o batismo. Nalguns casos pode ser achado conveniente à igreja enviar um gruo de membros seus ao logar onde os candidatos estão, para recebê-los. Onde nenhum desses planos é fatível, os candidatos podem ser movidos a fazerem pedido de batismo por escrito às mãos de alguma Igreja. Em todo caso as igrejas deveriam seguir o curso que estiver no máximo de harmonia com a democracia da Igreja e o que for mais seguro em principio.
O CANDIDATO
     Quais são as qualificações, se alguma, devem ser possuídas pelo candidato antes de o batismo ser devidamente administrado? A posição de alguns é que a única qualificação requerida de adultos é "um desejo de fugir da ira vindoura e salvar-se de seus pecados" (Wesley) (*). Outros ensinam que uma simples fé intelectual na deidade de Jesus Cristo qualifica alguém para o batismo, sustentando também que o batismo tem eficácia salvadora. Para uma discussão das passagens em que se baseiam para ensinar que a fé evangélica é uma simples crença intelectual que Jesus Cristo é o filho de Deus, vide o capítulo sobre arrependimento e fé. É também sustentado por alguns que as criancinhas dos crentes podem adequadamente receber o batismo.

      Mas, que dizem as escrituras? As escrituras são claras e iniludíveis no seu ensino que:

A FÉ SALVADORA PESSOAL É UM PRÉ-REQUISITO DO BATISMO.
A fé salvadora é confiança e firmeza em Jesus Cristo como salvador pessoal todo-suficiente de alguém. Para mais discussão vide o capítulo supra referido.

(1) Não há nas escrituras indicação alguma de qualquer pessoa que alguma vez foi batizado sem fé.

A. Onde se dão as minúcias, aí está claramente indicada à fé dos batizandos.

    Para casos destes, vide Atos 2:41; 8:12-37; 18:8; 19:4. Duas destas passagens (Atos 8:37 e 19:4) bastam para mostrar que a conexão de fé com batismo nestas mesmas não é incidental nem acidental. Em Atos 8:37 temos a declaração virtual de Filipe que o Eunuco não podia ser batizado, salvo se cresse. Em Atos 19:4 está claro que Paulo batizou os doze homens porque não tinham compreendido corretamente a pregação de João Batista, de fé no Messias vindouro (pregação imperfeitamente transmitida por Apolos a eles, quiçá), logo, não tinham crido, a assim tornaram inválidos o seu primeiro batismo.

B. Noutras passagens onde os pormenores não estão feitos explícitos, está subentendida a fé dos batizandos.

     Vide Mat. 3:1,2,6; Mat. 28:19; Marcos 16:16; João 4:1; Atos 9:17-18; 10:47; 16:30-33. João pregou o arrependimento e exigiu frutos dignos do arrependimento daqueles que ele batizou. E o arrependimento e a fé são graças sincrônicas, inseparáveis. Na grande comissão Jesus engatou fé com batismo (Marcos 16:16) e colocou discipular antes de os batizar (Mat. 28:19). A versão Revista Inglesa retamente traduz esta passagem para que se leia: "Fazei discípulos de dotas as nações", em vez de "ensinai todas as nações"; porque a palavra traduzida "ensinando" no verso seguinte é diferente da palavra no verso 19, que esta traduzida por "ensinai" na versão comum. Que os discípulos não se fazem por batismo está evidente em João 4:1, que indica que tanto João como Jesus "fizeram e batizaram discípulos". Em o Novo Testamento os discípulos foram primeiro feitos e então batizados e a versão da grande comissão por Marcos mostra que os discípulos foram feitos por meio da pregação do evangelho e fé nele. O alegado batismo de criancinhas irresponsáveis no caso do batismo de família será tratado quando viermos a falar do batismo infantil.

(O Simbolismo da Ordenança Exige fé por parte do batizando.

    O simbolismo do batismo está claramente estabelecido em Rom. 6:2-5 e Col 2:12. ele significa nossa morte para o pecado e ressurreição para andarmos em novidade de vida. Semelhante experiência só pode vir por intermédio da fé. A passagem de Colossenses nos informa que ela vem "pela fé no poder de Deus" (*) .

LOGO SOMOS PARA BATIZAR SOMENTE OS SALVOS, PRESUMIDADMENTE
     Se a fé exigida como um pré-requisito do batismo é a fé salvadora, então só o povo salvo é balizável. Que esta fé é fé salvadora está feito evidente pelo fato que a salvação está condicionada sobre a fé e diz-se que o crente possuía vida eterna. Vide Atos 16:31; Efes. 2:8-10; João 5:24. Não somos para batizarmos gente para podermos salvá-la, nem porque quer salvar-se, mas só porque já está salva. O simbolismo da ordenança prova isto ainda mais. Quando alguém está batizado sem ter morrido por meio do poder regenerador do Espírito Santo para o pecado, que é o único modo porque alguém pode morrer para o pecado, professa uma falsidade perante o mundo.

    E à luz dos fatos escrituristico pré-citados muitos eruditos pedobatistas não tentarão manter que o batismo infantil foi uma instituição apostólica. Isso veremos em notar:

(1). O testemunho de pedobatistas eruditos sobre o batismo infantil.

LUTÉRO ? "Não pode ser provado pelas sagradas Escrituras que o batismo infantil foi instituído por Cristo ou começado pelos cristãos prístinos depois dos apóstolos."

ERASMO ? "Em nenhum logar dos escritores apostólicos está expresso que batizaram criancinhas."

OLSHAUSEN ? "Há totalmente em falta qualquer passagem prova conclusiva para o batismo infantil no tempo dos apóstolos, nem pode para o mesmo haver qualquer necessidade e deduzir-se da natureza do batismo."

GEORDE EDUARD STEITZ ? SCHAFF ? HERZOG ENCY. ? Art Bapt. ? "Não há nenhum traço de infantil em o Novo Testamento."

A. T. BLEDSOE, LL. D. ? "É artigo de nossa fé (Metodista Episcopal), que o batismo de criancinhas é para de nenhuma maneira ser retido na igreja, como agradabilidade à instituição de Cristo. Ainda assim, com toda a nossa pesquisa, não temos podido achar em o Novo Testamento uma só declaração expressa ou palavra a favor do batismo infantil." (Southern Review, Vol. 14). E esse mesmo escritor diz: "Centenas de cultos pedobatistas tem chegado à mesma conclusão, especialmente desde que o Novo Testamento esteve sujeito a uma exegese mais íntima, mais conscienciosa e mais cândida do que foi anteriormente praticada pelos controversistas."

H. A. W. MEYER, TH. D. (chamado "o príncipe dos exegetas") ? "O batismo das crianças, do qual não se acha traço em o Novo Testamento, é para não ser sustentado como ordenança apostólica..."

NEANDER ? "O batismo, no princípio, foi administrado só a adultos, pois os homens estavam acostumados a conceber batismo e fé como estritamente ligados. Não aparece qualquer razão para derivar-se o batismo infantil de uma instituição apostólica e o reconhecimento dele, que se seguiu um tanto mais tarde, como de tradição apostólica, serve para confirmar esta hipótese." (Church History).

GEORGE HODGE ? "Os recipientes do batismo parecem ter sido originalmente pessoas de vida madura. O mandamento. "Ide ensinai todas as nações e batizai-as", e as duas condições, "Arrependei-vos e sede batizados", e "O que crer e for batizado" indica adultos" (The Episcopal Church, Its Faith and Order, pág. 51).

A. B. MCGIFFERT ? "Se as criancinhas foram batizadas na era apostólica, não temos meios de o determinar" (History os Chistianity im the Apostolic Age, pág. 543).

ROBERT RAINY, ao tratar do período A. D. 98-180 ? "O batismo pressupunha alguma instrução cristã e precedida de jejum. Significava perdão dos pecados passados e era um ponto de partida visível da nova vida sob as influências cristãs e com a inspiração dos fins e alvos cristãos" (Ancient Catholic Church, pág. 75).

HARNACK, ao tratar do período pos apostólico ? "Não há traço seguro de batismo infantil na época; a fé pessoal é uma condição necessária." (History of Dogma, Vol. I, pag. 20).

H. M. GWATKIN ? "Temos boa evidencia que o batismo infantil não é instituição direta quer do Senhor mesmo, quer dos Seus apóstolos. Não há traço dele em o Novo Testamento" (Early Church History to 313, Vol. I, pág. 250).

      O espaço veda-nos continuar. Estas citações mostram a posição da maioria dos eruditos pedobatistas.

     Mas, não obstante, à face de tudo quanto foi dito, alguns há que fazem determinado esforço para provarem que os apóstolos praticaram o batismo infantil. Daí, notamos:

A. A tentativa mais atrevida que se tem feito para justificar o batismo infantil está em buscar provar que a criança está salva. "O bebe e a pessoa convertida estão ambas num estado correspondendo à regeneração. Se uma se intitula ao batismo, assim a outra. Se é necessário batizar um adulto convertido, pela mesma razão é necessário batizar uma criancinha... Nunca podemos estar seguros de que um adulto está salvo quando o batizamos, mas, concernentes às crianças, não há possibilidade de engano (?). E a cerimônia usada pela Igreja Metodista Episcopal do Sul, quando administra o "batismo" às criancinhas, reza em parte com segue: "Caros amados, porquanto todos os homens, ainda que caídos em Adão, são nascidos nesse mundo em Cristo o Redentor, herdeiros da vida eterna e sujeitos a graça salvadora do Espírito Santo," etc".

    Quer isso aí dizer que as criancinhas são tão verdadeiramente salvas quanto às pessoas crentes adultas em idade. Contra isso observamos:

(a) Ou nega a depravação hereditária natural ou nega a verdadeira natureza da regeneração. Se os advogados do sentimento supra querem dizer que a criancinha está sem mácula do pecado, então negam a depravação. Se negam que isto se envolve ao sentimento delas, então negam a verdadeira natureza da regeneração, porque dizem que as criancinhas estão em um "estado de responderem à regeneração" e estão "nascidas neste mundo em Cristo o Redentor, herdeiros da vida eterna".

     A regeneração purifica todo pecado da alma ou da natureza imaterial do homem, como evidenciada pelo fato que a alma regenerada vai imediatamente à presença de Cristo ao morrer e que nenhum pecado entra lá. Não há qualquer indicação de algo na morte ou depois da morte que prepare ulteriormente a alma para chegar a Cristo, exceto a simples separação do corpo. E esta é a única ocasião de sua entrada e não aquela que moralmente ajusta a alma para a entrada, como provado pelo fato que a alma irregenerada vai ao tormento imediatamente depois da morte. Se a morte ajustasse moralmente a alma para a entrada a Cristo, então a alma de todo homem estaria qualificada para entrar ao morrer.

     A depravação hereditária natural das criancinhas está patente no Sal. 51:5, 58:3; Jô.14:4. Esta última passagem é muito conclusiva: ela declara uma lei irrevogável que opera em todo o universo. Uma coisa impura não pode jamais vir de uma impura. Tal pai, tal filho. Mesmo que o pai seja regenerado, ele não pode comunicar regeneração ao filho. A regeneração não é um "fator genético". É uma mudança induzida, da qual nenhuma quantidade, diz a lei de Mendel, "pode conseguir por si mesma registrar-se no organismo de modo a vir a este círculo encantado de caracteres ancestrais que ele só parece estar passado à posteridade" (Price, Q. E. D., pág. 91). A Palavra de Deus nega que a nova natureza seja hereditária quando ela declara que os filhos de Deus são nascidos "não do sangue". (João 1:13).

      Há duas passagens que se usam para provarem que as criancinhas estão salvas. Uma delas se menciona na disciplina metodista citada acima logo em seguida às palavras citadas. Esta passagem se acha em Mat. 19:14; Marcos 10:14 e Lucas 18:16. Nela, ao falar de criancinhas, Jesus disse: "Das tais é o reino de Deus" ou "aos tais pertence o reino de Deus". As citações seguintes mostram a verdade desta passagem:

     "Tais quer dizer, certamente, pessoas de simplicidade infantil e aparentemente não significa criancinhas de modo algum. Assim o memfítico, "para pessoas desta espécie, delas é o reino do céu". E a peshito incomoda-se, "para os que são iguais a elas, deles é o reino do céu". Todos os comentaristas gregos a explicam como significando puerilidade, nenhum deles mencionando criancinhas como incluídas e diversos representando expressamente o contrário. Nem nenhum comentarista grego menciona tanto quanto podemos achar, o batismo infantil em conexão com esta passagem, ainda que todos eles praticaram o rito" (Broadus, sobre Mateus).

"Não criancinhas, mas homens de disposição infantil" (Meyer).

    "Dessa referência ao batismo infantil que é tão comum buscar nesta narrativa, claramente não há o mais leve traço a achar-se. O Salvador assentou as crianças perante os apóstolos como símbolos de regeneração espiritual e do simples sentimento juvenil nelas instilado" (Olshausen).

     Mas, a despeito do sentido desta passagem, ela não autoriza o batismo infantil. O fim de Lhe trazer as criancinhas está apresentado explicitamente e a objeção dos discípulos mostra claramente que isto mesmo era desacostumado. De maneira que a passagem é morta contra o batismo infantil, pouco importando que interpretação se ponha sabre as palavras "dos tais é o reino de Deus."

     Pode bem ser notado, como nosso estimado contemporâneo, David Burris, Th. D., disse: "Jesus disse "pequeninos" (não criancinhas), deixando-os vir (não sendo elas escouceadas e chorando) a mim" (Infant Baptism A Sin).

     A outra passagem usada para provar que as criancinhas estão salvas está em 1 Cor. 7:14 ? "Porque o marido descrente é santificado na esposa e a esposa descrente é santificada no irmão; doutro modo vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos."

     Mas primeiro que tudo, precisa notar-se que esta passagem prova demais para os pedobatistas, segundo o seu uso dela. Se ela prova que os filhos da união entre um crente e uma descrente tem direito ao batismo em virtude de sua ligação com o cônjuge crente, então o cônjuge descrente também tem direito ao batismo, sem mais qualificações, porque a mesma santidade que é comunicada aos filhos de uma semelhante união também se comunica ao membro descrente.

A santidade mencionada nesta passagem não é, claramente, santidade moral, mas somente uma santidade exterior fazendo lícita no lar a associação do membro salvo. "A justeza do argumento de Paulo pode ser mais obvia se tiver em mente que a influência judaica era ainda poderosamente operante na igreja; portanto, é provável que os cristãos que tinham caído debaixo dessa influência, que tinham maridos ou esposas descrentes, temiam contaminação ritual por relação conjugal com descrentes. Isto, contudo, Paulo declara ser infundado temor; porque, como toda a espécie de alimento é santificado pela oração (1 Tim. 4:5), de modo que um cristão possa recebê-lo sem contaminação ritual, todo associado legal ou companheiro na vida é santificado ao cristão." (Alvah Hovey).

E esta passagem realmente prova a falsidade da contenção que todas as criancinhas estão salvas. Se todas as criancinhas estão salvas, então todas são santas e o argumento de Paulo seria inadequado.

(b). Mais ainda, esta idéia de salvação infantil nega a necessidade da regeneração. Quando corretamente trazidas, as palavras de Jesus a Nicodemos sobre o novo nascimento não são "Exceto um homem, etc.," como se aplicassem a adultos somente, mas são "Exceto alguém, etc.". Os Católicos Romanos usam justamente esta passagem para provarem que as criancinhas devem ser nascidas de novo para serem salvas e, assim porque erradamente crêem que o batismo é necessário à regeneração, acham fundamento para o batismo infantil. Se eles estivessem direitos na sua idéia de batismo, então totalmente direitos estariam na sua noção desta passagem. Esta passagem ensina que todos , não excetuando as criancinhas, devem de nascer outra vez para serem salvas. Quando as criancinhas que morrem recebem a regeneração, não está revelado na Bíblia; mas está claro que elas não nascem salvas e que elas devem de ser regeneradas para serem salvas. Nossa opinião é que a regeneração nas criancinhas tem lugar no momento da separação entre alma e corpo. Temos tratado por exemplo da salvação dos que morrem na infância no capítulo sobre Responsabilidade Humana.

B. Outra tentativa de justificar o batismo infantil pela Escritura quer basear-se no concerto de Deus com Abraão. Este concerto, segundo os pedobatistas, foi um "concerto da igreja". E a igreja que se fundou sobre ele é a mesma como a igreja do Novo Testamento. Cristo nunca fundou igreja, dizem eles. Neste "concerto da igreja" instituiu-se a circuncisão como um sinal e um selo. Nos tempos do Novo Testamento instituiu-se o batismo e substituiu a circuncisão. E desde que Deus incluiu criancinhas neste concerto e ordenou a circuncisão delas, elas estão ainda incluídas neste concerto e tem direito ao batismo. Este concerto com Abraão, no qual seus filhos foram incluídos, foi o concerto eterno. É por semelhante arrazoamento viciado que os pedobatistas salvariam suas faces. O argumento supra, argumento pudesse ser chamado, tem uma falsa proposição em cada sentença, como notaremos agora.

(a). A referência ao concerto de Deus com Abraão como um "concerto da igreja" está totalmente sem garantia escrituristica. A palavra "ekklesia" aparece na Septuaginta somente no seu sentido amplo de uma assembléia. É aplicada aos judeus somente quando reunidos em assembléia, nunca é usada no sentido de uma instituição ou corpo permanente. Seguramente que os eruditos entre os pedobatistas devem saber isto. Quando Cristo disse: "Minha igreja", Ele evidentemente distinguiu a igreja do Novo Testamento de tudo o mais. A igreja é, puramente, uma instituição do Novo Testamento e toda a prosa sobre ela voltar ao Velho Testamento como uma instituição é uma evidência de crassa e indesculpável ignorância.

(b). Da mesma maneira não há garantia escrituristica alguma para a asserção que o batismo veio em lugar da circuncisão. Nem um indício de semelhante coisa aparece em qualquer lugar do Novo Testamento, nem mesmo na discussão da coerência sobre a circuncisão em Jerusalém. De fato, esta conferência provou que a circuncisão não cedeu lugar ao batismo; do contrário a questão em foco podia ser resolvida prontamente por dizer simplesmente que os gentios não estavam obrigados a serem circuncidados porque o batismo tomára o lugar da circuncisão; mas, pelo, contrário, resolvendo e proibindo as contaminações da idolatria, a impureza, as carnes sufocadas e o sangue, pareceu bem a conferência e ao Espírito Santo não lhes impor mais encargo algum além dos já sancionados (Atos 15:28,29), mau grado os perturbadores terem tocado na circuncisão (v. 24) também. Estivera um pedobatista na conferência de Jerusalém, seguro estivera de propor a solução... E isso, a propósito, é prova de que lá não houve pedobatistas. Os crentes judeus continuaram a praticar tanto a circuncisão como o batismo sem um indício dos apóstolos em contrário.

(c) À parte do concerto abraamico a que a circuncisão pertencera foi totalmente natural. Os gentios nada absolutamente tem a fazer com ela. A fase natural do concerto abraamico teve que ver com a formação de uma grande nação oriunda da semente de Abraão e a herança da terra de Canaã por essa semente. A fase espiritual do concerto abraamico teve de ver com a benção de todas as nações por meio da semente de Abraão. Estes três elementos do concerto de Abraão com Deus ? um natural e outro espiritual ? podem ser vistos pela consulta de Gên. 12:2,3, 17:7-14, 22:17,18. Agora, quando se deu a circuncisão, não se fez menção da fase espiritual do concerto; ela teve que ver somente com a fase natural do concerto.

    Esta divisão do concerto abraamico numa fase natural e numa espiritual está confirmada por Paulo na sua afirmação que a semente de Abraão, à qual pertenciam as promessas, era Cristo. Vide Gal. 3:6. Sabemos que a promessa de Deus, que a semente de Abraão se tornaria uma grande nação (Gen. 12:2), e mesmo uma multidão de nações (Gen. 17:4-6), e que essa semente possuiria a terra de Canaã (Gen. 17:18), foram os descendentes naturais de Abraão. Daí Paulo podia ter-se referido somente à promessa que todas as nações seriam abençoadas através de Abraão, no que Paulo assim se faz nossa autoridade para uma divisão do concerto abraamico. A promessa de que fala Paulo realizou-se através de Cristo e nem a circuncisão, nem qualquer outro rito é condição de se participar dessas bênçãos, que somente em fé estão condicionadas.

    As duas fases deste concerto com Abraão estão ilustradas em Ismael e Isaque (Gal. 4:21-30). Ismael nasceu segundo a carne assim representou a semente natural. Isaque nasceu segundo o Espírito (Gal. 4:29), e assim representou a semente espiritual. A circuncisão teve de ver somente com semente natural. Todavia, Isaque, porque foi num sentido um descendente natural e era para participar das bênçãos naturais, foi circuncidado; mas a semente espiritual, que nada tem a ver diretamente com as bênçãos do concerto abraamico, também nada tem a ver com a circuncisão, exceto aquela circuncisão espiritual que é do coração e não é feita com mãos (Gal. 5:6; Fil. 3:3). E Paulo diz expressamente que qualquer homem que tentar obter um quinhão na fase espiritual do concerto abraamico por meio da circuncisão, não o poderá ter (Gal. 5:2).

      Agora a fase nacional ou natural do concerto abraamico foi um concerto eterno (Gen. 17:7). Não foi revogado. Foi nulificado, temporariamente, pela cegueira de Israel, mas Deus não lançou fora a Israel e ele ainda está para ser ajuntado e tratado sob ambas as fases do concerto abraamico.

(d) Mas esta fase natural do concerto não é o "novo concerto" de Heb. 8:8-12. Este é o concerto do tempo da igreja,o concerto da igreja e também um novo concerto para Israel como uma nação; porque, se fosse o concerto natural com Abraão, ou se fosse qualquer parte do concerto abraamico que tivesse a ver com a circuncisão, e o batismo veio em logar dela, como pretendem os pedobatistas, então batismo seria uma condição de se participar deste concerto. Isto a maioria dos pedobatistas protestantes não concederia. Por exemplo, um certo pedobatista declarou: "O "novo concerto" de Heb. 8:8 é este concerto abraamico", (isto é, o concerto ou parte do concerto a que pertenceu a circuncisão), e então declarou também: "Objetamos a fazer a água assencial à salvação". O novo concerto é o concerto é o concerto a que pertenceu a circuncisão e esta deu caminho ao batismo; mas o batismo não é essencial à salvação! Marque os lógicos para que eles possam inspecionar esta nova peça de lógica! Assim se conquista a si mesmos os pedobatistas no campo de batalha.

     Nada pode ser enxertado na igreja do Senhor Jesus Cristo sob alegação que ela veio em lugar da circuncisão. A igreja do Senhor Jesus Cristo é para a semente espiritual de Abraão na sua herança das bênçãos espirituais do concerto; não é para a semente como tal.

C. Contende-se que "Cristo foi batizado quando um bebe aos oito dias de idade e dedicado ao ofício sacerdotal quando aos trinta anos... O Seu batismo real da igreja? o rito iniciatório na igreja judaica ? ocorreu quando Ele tinha oito dias de idade". E afirma-se que "nenhum erudito da Bíblia pode exibir uma só passagem tranchante para provar que João o Batista, qualquer dos doze apóstolos, ou qualquer do oito escritores do Novo Testamento, salvo Paulo, foram de qualquer modo batizados em idade madura. Onde foram batizados Mateus, Marcos, Lucas, Pedro, etc., se não na infância?"

(a). Estranho, na verdade, que, enquanto João administrava o batismo comum, Jesus veio a ele para a unção sacerdotal. E também estranho é que semelhante fato raro não recebeu nenhuma atenção de qualquer dos evangelistas. E por que devera Cristo ter ido a João no Jordão para unção sacerdotal em vez de ir ao sacerdote no templo. João era da linhagem sacerdotal, mas não era um levita. Que direito teve Jesus ao sacerdócio legal, desde que Ele procedeu "de Judá, de cuja tribo Moisés nada falou no tocante ao sacerdócio" (Heb. 7:14)? O contraste ente o modo porque os sacerdotes foram feitos segundo a Lei e o modo por que Jesus foi feito um sumo sacerdote está exposto em Heb. 7:28.

(b). Quanto a João o Batista, estamos prontos a admitir que ele nunca teve o batismo cristão. Ninguém houve para lho administrar no princípio e não lhe cabia recebê-lo de um dos seus discípulos em fidelidade à sua missão. E João o Batista não estava mesmo no reino, no sentido estrito do Novo Testamento. (Mat. 11:11).

(c). Mas aceitamos o desfio de achar uma passagem trachante que mostre que os apóstolos foram batizados em idade madura. Essa passagem está em Atos 1:21,22, a qual mostra que todos os apóstolos tiveram de ser discípulos de João a todos por ele foram batizados. Foi o batismo de João que de homens constitui seus discípulos. Desafiamos a qualquer pedobatista para provar o contrário, antes que João foi enviado a preparar um povo para Cristo, o que ele fez trazendo-os à fé e então batizando-os.

(d). E podemos perguntar por que a exceção admitir no caso de Paulo? Asseverou-se que Paulo foi considerado prosélito e, portanto, o seu batismo judaico, assim chamado, não foi aceito; mas, isso não oferecer razão, porque, por que foram batizados as multidões que prontamente receberam a pregação de João o Batista (Mat. 3:5,6)? Foram todas elas consideradas prosélitas? Se foram, por que deveria qualquer judeu ter sido considerado mais que um prosélito?

(e). Se o batismo judaico, assim chamado, foi suficiente, como deve ter sido na "igreja judaica", se ela e a do Novo Testamento são as mesmas, então por que os fariseus e os legalistas foram censurados por não receberem batismo das mãos de João o Batista? Vide Lucas 7:30. Um pedobatistas podia ter fornecido esses hipócritas com uma defesa contra a acusação do Espírito Santo contra eles mesmos. E o fato que os fariseus e legistas não pensaram nesta defesa mostra que, conquanto fossem hipócritas, não foram pedobatistas.

    Desde que o pré-citado mostra que a teocracia judaica e a igreja do Novo Testamento não foram as mesmas, anula-se o valor argumentativo, nesta conexão, de todo outro caso suposto de batismo infantil no Velho Testamento; porque, pouco importando quantas criancinhas podem ter sido respingadas sob a teocracia judaica, igreja, em o Novo Testamento, é uma instituição diferente, então nenhum argumento se fornece para o batismo infantil na igreja.

D. O próximo argumento para o batismo infantil que tomaremos em conta está baseado supostamente em Atos 2:39. Tem sido apresentado assim: "Pedro, dirigindo-se a uma multidão de judeus no dia de Pentecostes, disse (Atos 2:39): "Porque a promessa é para vós e para vossos filhos". Podeis compreender esta afirmação? Estes judeus tinham sido ensinados a receber criancinhas e a dar-lhes o sinal do concerto abraamico. Não há duvidas para nós sobre as criancinhas serem batizadas no dia de Pentecostes."

     Mas esta firmação mui geitosamente omite a última parte da passagem só no princípio dela citada, segundo a tática costumeira dos pedobatistas. A última parte explica a passagem e, se devidamente considerada, mostrará que qualquer criancinha batizada no Pentecostes, ou em qualquer outro tempo na época novotestementina, foram só aquelas que foram chamadas do Senhor. Isto necessita serem bastante de idade para receberem o Evangelho e conduzirem-se por ele. À parte da passagem que lemos, reza: "Mesmo tantos quantos o Senhor nosso Deus chamar". Felizes seremos em batizar todos os filhos que o Senhor nosso Deus chama, mas não mais; porque não temos fundamento para batizar aqueles a quem o Senhor não autorizou.

E. O próximo e último argumento do batismo infantil que notaremos está baseado nos batismos de famílias mencionadas em pó Novo Testamento.

(a). Semelhante argumento assume duas coisas para as quais não há provas: (1) Que havia criancinhas nessas famílias; (2) Que essas criancinhas foram batizadas e isso em oposição direta a tudo revelado na Bíblia sobre e sentido de batismo e as qualificações dos recipientes do Batismo.

    Da Teologia de Knapp (Knapp era pedobatista) lemos: "Pode objetar-se contra essas passagens em que está mencionado o batismo de famílias inteiras, a saber, Atos 10:42-48; 16:15-33; 1 Cor. 1:16, que é duvidoso se havia criancinhas nessas famílias e, se houve, se foram batizados então."

(b). Uma inspeção dos batismos de cinco famílias arquivados em o Novo Testamento não deixa prova que seja de batismo infantil, mas antes, em muitos casos, fornece prova conclusiva do contrário.

    De Cornélio se diz ter sido "homem devoto, que temia a Deus com toda a sua casa" (Atos 10:2). E lemos que "o Espírito Santo caiu sobre eles que ouviram a Palavra" (Atos 10:44), coisa que se evidenciou por eles falarem línguas (v. 46). Se houve quaisquer criancinhas na família de Cornélio, elas não foram incluídas quando a sua casa foi mencionada na sua relação com Deus, daí não seria batizada. E, outra vez, se quaisquer crianças foram batizadas nesta ocasião, então também elas receberam o Espírito Santo e falaram em línguas.

    A probabilidade forte é que Lídia não era mulher casada: uma comerciante e ao tempo de sua conversão tão longe de sua casa em Tiatira. Mesmo se tivesse sido casada, o fato de ela estar em negócio fá-lo-ia inverossímil que ela tivesse filhos. Sua família, não resta dúvida, consistia de servos e empregados, como na "casa de César" (Fil. 4:22). Esta expressão não pode referir-se ou incluir qualquer dos filhos de Nero, pois certamente nenhum deles era membro da igreja em Roma.

    Quando Paulo disse ao carcereiro de Filipos: "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e tua casa", suas palavras significam que os demais membros da família do carcereiro eram para ser salvos pela sua fé pessoal e não, certamente, pela fé do carcereiro; porque, se assim fosse, então os adultos na família eram para salvar-se sem fé pessoal. E está dito que o carcereiro "regosijou-se grandemente, com toda a sua casa, tendo crido em Deus." Tudo isto mostra que, ou não havia criancinhas na família do carcereiro ou então não foram tomadas em consideração nas coisas que se desenrolaram naquela noite.

     Nada se dá dos pormenores da conversão da família de Estefanas. Diz-nos Paulo que ele e sua família estavam entre os poucos que ele batizará em Corinto (1 Cor. 1:16). Mas três ou quatro anos mais tarde Paulo escreveu à igreja de Corinto e falou da família de Estefanas como "se tendo dedicado ao ministério dos santos" (1 Cor. 6:15). É incrível que se dissesse isto de uma família batizada há poucos anos prévios e que no seu batismo incluíra criancinhas.

     No caso de Crispo, regente da sinagoga em Corinto, diz-se distintamente que "ele creu em Deus com toda a sua casa". Aqui não há criancinhas.

    De modo que este caso dos batismos de família é o em que se arrimam tanto os pedobatistas. Nem um vislumbre da evidência de haver criancinhas em quaisquer dessas famílias e muito menos que elas teriam recebido o batismo se lá estivessem estado.

     Não desperdiçaremos tempo respondendo às tentativas dos pedobatistas para justificarem o batismo infantil com argumentos outros que não os tirados da Escritura. Estes estudos estão preparados para os que crêem em seguir a Cristo e os apóstolos e nenhum argumento pode induzir os tais a favorecer aquilo que é subversivo às suas práticas e isto é certamente verdadeiro do batismo infantil.

     Qual é o fim ou designo do batismo? É o para a salvação, como alguns mantêm? Ou é, como outros contendem, para o fim de manifestar salvação, exibindo a morte do crente para o pecado e a ressurreição para a justiça ? Tomamos posição que a última é verdadeira. Em consideração desta posição assumimos:

AS PASSAGENS QUE MOSTRAM QUE O BATISMO NÃO TEM EFICÁCIA SALVADORA.

    Todas as passagens que nos contam que a salvação não é de obras, tais como Rom. 4:1-6, 11:6; Efe. 2:8-10; Tito 3:5, mostram que o batismo não tem eficácia salvadora. O batismo é uma obra, um ato físico. Jesus implicou, distintamente, que é uma satisfação da justiça (Mat. 3:15). Está assim estabelecido como uma obra de justiça.

    Todas as passagens que condicionam a salvação sobre o arrependimento e a fé só mostram que o batismo não tem eficácia salvadora. Vide João 3:16,18; 5:24; Lucas 13:3; Atos 16:31; Rom. 4:5; Efe. 2:8. Se o batismo é essencial à salvação, porque foram elas deixadas destas passagens que se propõem apontar o caminho da vida aos perdidos? Verdade é que todas elas não mencionam tanto o arrependimento como a fé, mas a razão disto é que tanto o arrependimento como a fé estão entrosadas uma noutra. Mas isto não é verdadeiro quanto ao batismo.

     Em 1 João 1:7 e todas as passagens iguais, por mostrar que o sangue de Jesus purifica do pecado, proíbe a crença que o batismo tem poder purificador. E sabemos que nada há no batismo que lhe dê poder de atualmente purificar a alma. Ele pode salvar a imundícia corporal, mas nunca a corrupção ou culpa morais.

    Então Pedro diz distintamente que o batismo "não é o despojo da sujeira da carne, mas a resposta de uma boa consciência para com Deus." (1 Ped. 3:21).

    Para outra consideração da relação do batismo com a salvação, vide o capítulo sobre o Novo Testamento.

AS PASSAGENS QUE ALGUNS TOMAM COMO DANDO AO BATISMO EFICÁCIA SALVADORA.
    Outras passagens há que alguns tomam como ensinando que o batismo tem eficácia salvadora. Já vimos que semelhante sentido é estranho à Escritura como um todo, mas examinaremos estas passagens, de modo que vejamos inteiramente que elas não estão fora de harmonia com outra Escritura.

(1). Marcos 16:16 ? "O que crer e for batizado será salvo."

Se esta passagem fosse tomada isoladamente, pareceria ensinar que a salvação está condicionada tanto sobre a fé como sobre o batismo. Mais isto não pode ser verdadeiro à luz de outras passagens plenas. À luz da Escritura como um todo, e isto é o único método são de interpretar qualquer passagem, esta passagem aqui não pode significar mais que o que crê e prova a genuídade de sua fé por ser batizado será salvo. Precisamos de nos lembrar que alguém pode crer em vão (1 Cor. 15:2). Alguém pode ter só uma fé intelectual, que é uma fé morta (Tia. 2:20). Isto é a espécie de fé a que se alude em Mat. 13:20. Notai também a força da última parte desta passagem. Não diz: "O que não for batizado será condenado" mas "o que não crer", etc. Assim vemos que é a fé que salva. O batismo e outros atos de obediência só provam a genuidade de nossa fé.

(2). João 3:5 ? "Aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus."

    Para muitos "nascer da água" refere-se ao batismo, e tomam esta passagem como ensinando que o novo nascimento se cumpre no batismo; mas à luz da Escritura como um todo não podemos entender esta passagem como ensinando a regeneração batismal. Outros têm entendido "nascer da água" como se referindo ao nascimento natural. Pensam que Jesus disse: "Se um homem nascer da carne e do Espírito, ele não pode entrar no reino de Deus." Mas a Jesus foi desnecessário dizer que um homem não podia entrar no reino de Deus sem ser nascido da carne. Ninguém suporia diferente. E parece manifesto que a passagem se refere só a um nascimento; ela não diz: "Se um homem for nascido da água e também do Espírito", etc. Aqui entendemos água ser símbolo da Palavra. A favor desta interpretação urgimos as seguintes considerações:

A. A regeneração é uma lavagem. Tito 3:5.

B. A regeneração é por meio da Palavra. Tia. 1:18; 1 Ped. 1:23.

C. A palavra é comparada com a água no seu poder purificador. Efe. 5:25,26.

Agora, quando todos estes fatos se ajuntam, pensamos que não há nada mais simples senão que "nascer de água" quer dizer "nascer da Palavra". Assim temos em João 3:5 uma alusão tanto ao agente (O Espírito) como ao instrumento (a Palavra) em o novo nascimento.

(3). Atos 2:38 ? "Arrependei-vos e sede cada um de vós batizados em o nome de Jesus Cristo para remissão dos pecados e recebereis e Espírito Santo."

Ao considerarmos esta passagem, notemos:
A. A pergunta feita no verso precedente não é a restrita: "Que devo fazer para me salvar?" de Atos 16:30, mas a ampla: "Que faremos?" Logo não é estranho que tenhamos uma resposta mais ampla do que Atos 16:31.

B. O arrependimento está colocado antes do batismo e quando alguém se arrependeu, já está salvo e portanto não pode ser batizado para poder salvar-se. O arrependimento é uma mudança completa de mente baseada numa nova disposição que foi implantada pelo Espírito Santo. O arrependimento e a fé são inseparáveis e simultâneas, como se mostra no fato que algumas vezes se menciona um e algumas vezes outra isolados como o meio de salvação. E quando alguém creu, já um filho de Deus. Vide 1 João 5:1.

C. A passagem não diz: "Sede batizados para ou na recepção da remissão de pecados" e o que afirma que este é o sentido deve arcar com o ônus da prova.

D. O sentido da passagem, como interpretada à luz do teor geral da Bíblia e seu ensino é: "Sede batizados para ou no reconhecimento, simbolizando ou mostrando a remissão dos pecados."

     Não faz diferença quer sigamos a versão comum e lemos "para" ou a revisão e lemos "na"; o sentido é o mesmo e o Novo Testamento proporciona incisivas ilustrações do sentido.

     Se "para" for tomado como a tradução correta inglesa da preposição grega "eis", então vamos a Lucas 15:12-14 para uma ilustração: aqui, um homem já purificado de lepra é mandado: "Mostra-te ao sacerdote e oferece PELA tua purificação como Moisés ordenou para que lhes sirva de testemunho." Foi para o homem oferecer sacrifício POR uma purificação que ele já recebera. Da mesma maneira somos batizados PARA a remissão dos pecados já recebidos. O antecedente entendido de "lhes" é o povo em geral. Assim o batismo é um testemunho de nossa parte a todos que a observem que estamos salvos.

     Se "para" for considerado como a tradução adequada, então temos duas excelentes ilustrações do significado. A primeira acha-se em Mat. 3:11, onde João fala do seu batismo como "para arrependimento." Isto não pode significar que João batizava o povo para que ele se arrependesse, que o batismo nada tem em si que possa produzir arrependimento. Por outro lado João representava o arrependimento como uma condição prévia de batismo e com ele muitíssima gente concorda. O sentido é que João batizava para o reconhecimento do arrependimento.

     Uma outra passagem oportuna aqui é 1 Cor. 10:2. Neste lugar se diz que os israelitas "foram todos batizados EM Moisés na nuvem e no mar." O sentido é que como o povo atravessou o Mar Vermelho, escondido dos egípcios pela nuvem e pelo mar, lhes foi mostrado estarem cometidos a Moisés como seu líder. Não o arranjaram como seu líder pela passagem.

      E. Um tratamento mais além por Pedro das relações de batismo para salvação, achado em 1 Pedro 3:20, corrobora a interpretação que temos dado.

     Nesta última passagem Pedro diz que o batismo salva somente no sentido em que a água do dilúvio salvou os ocupantes da arca. Notai que a água não botou Noé e os outros na arca. Estavam na arca, trancados por Deus mesmo, sete dias antes da água vir, vide Gen. 7:16,7-10. Durante esses sete dias estiveram tão seguros como estiveram em qualquer outro tempo mais tarde. A vinda da água não fez qualquer contribuição para sua atual salvação, mas conduziu a arca no seu seio e assim exibiu sua salvação.

     Ao estudar Atos 2:38 é bom também conservar em mente que Pedro falou estas palavras a judeus, que estavam cortidos na linguagem do simbolismo.

(4). Atos 22:16 ? "E agora, porque demoras? Levanta-te, seja batizado, lava os teus pecados, invocando o Seu nome."

     A lavagem de que se fala nesta passagem é figurada. É o sangue que atualmente purifica (1 João 1:7). A água não pode lavar pecados. E, como notamos, Pedro diz que isto não é o fim do batismo.

(5). Rom. 6:3 ? "Ignorais que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na Sua morte?"

     O grego para "na" (eis) é a mesma palavra que está traduzida por "na" em 1 Cor. 10:2. O batismo nos põe no mesmo parentesco com Jesus que a travessia do Mar Vermelho pôs os israelitas em referência a Moisés. Por este meio os israelitas foram manifestados ser os seguidores de Moisés. Batismo nos revela sermos seguidores de Jesus.

(6). Gal. 3:27 ? "Quantos de vós fostes batizados em Cristo vestistes-vos de Cristo."

     Esta passagem explica a precedente. O batismo é um vestir-se de Cristo. É uma declaração pública de nosso discipulado. É assumir perante o mundo a obrigação de viver para Cristo. O batismo subentende prévia investidura.

(7). Tito 3:5 ? "Não pelas obras feitas em justiça, que nós mesmos fizemos, mas segundo Sua misericórdia Ele nos salvou por meio da lavagem da regeneração e renovação do Espírito Santo."

A "lavagem da regeneração" é a purificação moral da alma pela Palavra de Deus na regeneração (Ef. 5:26; Tia. 1:18; 1 Ped. 1:23).

(8). 1 Pedro 3:20-21 ? "... a arca... em que poucos, isto é, oito almas, salvaram-se pela água; a qual também segundo uma verdadeira figura agora vos salva, pelo batismo."

     O batismo nos salva no mesmo sentido em que a água salvou oito almas na arca. Mas não foi a água que atualmente salvou essas almas. A arca foi o meio atual de salvação; mas a água, que trouxe a morte a todos os outros , levantou a arca e assim manifestou a salvação dos que estavam dentro. O batismo manifesta a nossa salvação e isto é o único sentido em que ele salva, o único sentido em que as obras justificam. Vide o capítulo sobre a justificação para uma discussão do ensino de Tiago sobre a justificação.

Aqui está o nosso fim para inquirirmos se o batismo pode ser escrituristicamente administrado por outro modo qualquer que a imersão. Mantemos que não pode e oferecemos as seguintes provas:

O SENTIDO DE "BATIZO"
    O autor tem lido extensivamente no campo da controvérsia sobre o significado desta palavra grega em o Novo Testamento. Mas aqui só é possível dar um resumo da evidencia em sustento da posição tomada em vista do tempo e do espaço.

(1). O testemunho dos Léxicos

     Não podemos aqui principiar alistar o testemunho de todos os léxicos, mas daremos o de três em evidência. Estes três são: Liddel and Scott no grego clássico; Sófocles para os períodos romano e bisantino; Thayer, para o grego do Novo Testamento.

A. Liddel and Scott: "Mergulhar em ou debaixo d?água; No latim: immergere".

B. Sófocles: "Mergulhar, imergir, afundar... Não há evidência de Lucas, Paulo e os outros escritores do Novo Testamento darem a este verbo significados não reconhecidos pelos gregos."

C. Thayer: "Em o Novo Testamento ele (o verbo) é usado particularmente do rito da sagrada ablução, primeiro instituída por João o Batista; depois recebida pelos cristãos por mandamento de Cristo e ajustada a conteúdos e natureza de sua religião... a saber uma imersão e água, realizada como um sinal da remoção do pecado e administrada aqueles que, impelidos por um desejo de salvação, procuravam admissão aos benefícios do reino do Messias."

(2). A prática atual dos gregos.

     Os cristãos batizam batizando, isto é, imergindo, e De Stourdza, o maior teólogo grego moderno, escreveu que "baptizo" significa literalmente e sempre "MERGULHAR". Ele também ajuntou: "O batismo é a imersão, portanto, são idênticos e dizer "batismo por aspersão" ou qualquer outra besteira da mesma natureza. A igreja grega mantém que a igreja latina, em vez de "baptismos" , pratica um mero "rantismos" (aspersão, - em vez de "baptismo", um mero derramamento".

(3). Os testemunhos das Enciclopédias

       Não temos espaço para citarmos as enciclopédias, mas mencionaremos simplesmente o nome daquelas que tanto falam do sentido da palavra grega como da natureza da ordenança, ou de ambos, e as quais dão o significado da palavra como "imersão" ou falam do modo original da ordenança como tal , ou ambos.

     Elas são: Encyclopedia Americana, Idem Metropolitana, Penny Cyclopedia, Chamber?s Encyclopédia, National Cyclopedia, Ree?s Cyclopedia, Brand´s Cyclopedia, Encyclopedia Eclesisastica (?).

(4). O testemunho de eruditos e líderes pedobatistas.

A. Lutero: "Batismo é uma palavra grega e pode ser traduzida por imersão, como quando imergidos alguma coisa na água para que ela fique totalmente coberta; e, conquanto esteja sempre inteiramente abolida (porque não mergulham as crianças inteiramente, mas apenas lhes derramam um pouco d?água), deviam, não obstante, ser totalmente imergidos e então imediatamente retirados, que isto parece exigir a etimologia da palavra."

B. Calvino: "A própria palavra batizar, todavia, significa imergir e é certo que a imersão foi a prática da igreja antiga." ? do comentário sobre Atos 8:38.

C. Zwinglio: "Na Sua morte. Quando fostes imergidos (intingeremini) na água do batismo, fostes enxertados na morte de Cristo." ? Anno. sobre Rom. 6:3.

D. Meyer: "Imersão, cuja palavra no grego clássico, em o Novo Testamento e em toda a parte significa" (Comentários de Marcos 7:4).

E. Lightfoot: "Que o batismo de João foi por imersão do corpo (segundo a mesma maneira da lavagem de pessoas imundas e o batismo de prosélitos foi) parece resultar daquelas coisas que dele se relatam; nomeadamente, que ele batizou no Jordão, que ele batizou em Enon, porque ali havia muita água", etc.

F. James Macknight, notável autor escocês e presbiteriano e líder: "Jesus submeteu-se a ser batizado ? isto é, sepultado debaixo d?água e a ser levantado dela outra vez como um emblema de Sua futura morte e ressurreição." ? Apost. Epist., Note em Rom. 6:4,5.

G. Whitfield: "É certo é que nas palavras de nosso texto (Rom. 6:4) há uma alusão à maneira de batismo por imersão."

H. Augusti: "A palavra "batismo" segundo a etimologia e uso, significa imergir, submergir", etc.

I. Lange: "E foram batizados, imergidos, no Jordão, confessando os seus pecados. A imersão era o símbolo de arrependimento" (Comentário de Mat. 3:6).

J. Geo. Campbell: "A palavra batismo, tanto nos autores sacros como nos clássicos, significa mergulhar, afundar, imergir."

K. Chalmers: "O sentido original da palavra batismo é imersão."

L. Schaff: "Imersão, não aspersão, foi inquestionavelmente à forma normal original (de batismo). Está isto patente pelo próprio sentido da palavra grega baptizo, baptisma e a analogia do batismo de João que se realizou no Jordão..." (Hist. Of the Apost. Ch., pag. 568).

As citações podiam ser multiplicadas.

(5). O peso da erudição batista

   Só temos referido supra autoridade pedobatistas padrões, mas está em ordem observar que a denominação batista, na sua aderência à imersão, está amparada por uma chusma de eruditos dentro do seu próprio redil que não podem ser igualados por qualquer das denominações que praticam o derramamento. De fato, as denominações que o praticam tem a vasta maioria dos seus eruditos contra si mesmos quanto ao sentido de "baptizo" e à maneira apostólica de administrar a ordenança.

     Mas se os batistas tem um só dos seus eruditos contra eles mesmos, disso não estamos cônscios. Temos Gale, Fuller, Conant, Carson, Ingham, Pendleton, Kendrick, Harvey, Hovey, Bliss, Ford, Graves, Boyce, Broadus, Strong, Carroll, Christian, Mullins e Robertson, eruditos da primeira grandeza, para não mencionar outros; e todos eles sustentam-nos inteiramente na prática da imersão como a forma apostólica de batismo. Desafiamos todas as denominações que praticam o derramamento a apresentar tantos eruditos da mesma magnitude tirados de todos os seus arraiais combinados que os sustentem na aspersão ou derramamento como a forma primitiva de batismo.

O SIMBOLISMO DA ORDENANÇA REQUER IMERSÃO
    A escritura alude ao batismo como um enterro (Rom. 5:4; Col. 2:12). Um enterro exige imersão. A objeção que estas passagens não aludem ao batismo de água, mas ao batismo só espírito ou à conversão num sentido figurado, é infundada e da evidência clara de ter nascido antes do prejuízo do que de uma consideração razoável e imparcial das passagens. Tanto quanto os pedobatistas se referem ao batismo como um "sinal de regeneração", como temos observado, não podem, se em harmonia consigo mesmos, eliminar dessas passagens uma alusão ao significado simbólico do batismo. Nem jamais acharão este sentido no derramamento ou na aspersão. O único meio perceptível de interpretar a linguagem está em tomá-la como tendo o seu sentido usual, a menos que outro sentido se indique ou requeira. Esta regra requer que o batismo signifique batismo na água, exceto onde alguma outra espécie de batismo esteja especificada ou de modo exigida. No caso das passagens sob consideração nada é verdadeiro. A réplica que, se essas passagens referem ao batismo na água, elas ensinam a regeneração batismal sem fundamento perante a luz do fato que elas falam manifestadamente do batismo quanto ao que ele simboliza e não quanto ao que ele atualmente executa.

AS CIRCUNSTÂNCIAS QUE ACOMPANHAM A ADMINISTRAÇÃO DO BATISMO EM O NOVO TESTAMENTO INDICAM A IMERSÃO

(1). João batizou no Rio Jordão
      Marcos 1:5. O sentido naturalisssimo disto e o que devemos tomar, a menos que boas razões possam ser aduzidas em contrário, é que o rito foi administrado EM o rio, segundo compreendemos semelhante expressão e não meramente nas imediações do rio. O v. 8 o confirma quando, segundo a melhor tradução, diz: "Eu vos batizo EM água."

     Isto não é contrariado pelo uso do dativo de instrumento, como em Lucas 3:16; Atos 1:5; 11:16. W. N. Clark diz bem: "A idéia grega podia bem por igual contemplar o elemento envolvente, localmente, como aquele em que,ou, instrumentalmente, como aquele com que, foi afetado o mergulho. E enquanto é abstruso nós falarmos de imergir uma coisa com água, é simplesmente uma questão de familiaridade, ou de idioma; e apenas precisamos tomar um sinônimo verbal, "abater" e é perfeitamente natural falarmos de "abater com água" (Comentário em Lucas 3:16). Conant, mais ainda, assinala que o emprego do dativo instrumental é para o fim de distinguir-se "o elementos usado para imersão num caso só empregado em outro" e ajunta: "O simples dativo ocorre em o Novo Testamento só onde o material ou elemento usado para imergir é para ser distinguido assim. Em todos estes casos a distinção é entre o elemento de água e o Espírito Santo...; e como o último podia ser menos propriamente concebido como o mero instrumento de um ato, ele está em todo o caso semelhante construído com a preposição em... Esta é a única explicação do uso de ambos: o simples dativo e o dativo com a preposição na mesma conexão e relação" (The Meaning and use of Baptizein, pág. 100).

E o argumento que o Jordão, no logar em que se supões ter João batizado, é razo demais e rápido demais para permitir a imersão nele, tem-se provado falso repetidamente pelos que o têem visitado.

(2). Noutra ocasião João batizou em Enon, "porque ali havia muita água."

João 3:23. Aspersionistas e derramadores tentam explicar que a água era precisada para outros fins que não o batismo, como num encontro metodista campesino. Mas Hovey habilmente responde: "Esta passagem afirma virtualmente que o batismo não podia ser convenientemente administrado sem uma porção de água considerável. A defesa que a água era necessária para outros fins que não o batismo está posta de lado pela linguagem do escritor sagrado. Porque a razão de João estar batizando lá (Não porque estava pregando lá) foi porque havia muita água no logar." (Comentário em João 3:23).

"Muita água", literalmente, e, no grego, "muitas águas"; mas é sustentado por muitos eminentes eruditos da Bíblia que quer dizer "muita água", sendo assim vertido pelos revisores, dos quais os mais foram pedobatistas. A razão da expressão que literalmente significa "muitas águas" e a razão por que esta expressão aqui é sustentada como valendo realmente "muita água" está suprida por C. R. Condor (Tent Work in Palestine, I., Pág. 91 e seg.). Diz ele que no quase certo sítio de Enon "acham-se nascentes num vale aberto, cercadas de colinas desoladas e disformes. A água jorra sobre um leito pétreo e desliza rapidamente numa bela caudal cercada de arbustos de oleandro. O suprimento é perene e uma sucessão contínua de pequenas fontes ocorre pelo leito do vale, de modo que a corrente vem a ser o principal afluente ocidental do Jordão, ao sul do Vale de Jezrel. O vale está devassado na maior parte do seu curso e achamos os dois requisitos para a cena do batismo de uma densa multidão, - espaço aberto e abundância de água. Enon quer dizer "fontes" e três milhas ao sul do vale acima descrito há uma vila chamada Salem. As "muitas águas" são as nascentes e a "sucessão contínua de pequenas fontes". E essas "muitas águas" unem-se numa caudal regular, fazendo assim "muita água".

3. Filipe levou o eunuco "na água" para batizá-lo

Atos 8:38,39. A preposição grega para "dentro" é eis. Pode significar "para"; mas, como Hackett assinala, aqui não pode significar "para a água", como se só tivessem ido á beira dela; mas deve significar "na água", porque está usada em contraste com "fora da água"- ek tou hudatos, no verso seguinte. E Plumtre observa: "A preposição grega (a saber, eis) podia significar simplesmente "para a água", mas a universalidade da imersão na prática da igreja prístina sustenta a versão inglesa". (Ellicott?s New Test. Commentary).

É escassamente necessário observar que seria desnatural para o candidato ser levado à água para poder ser aspergido ou respingado.


UMA ANALISE SOBRE A VERDADEIRA IGREJA DE CRISTO
SERIA O CATOLICISMO?
A Igreja Católica julga-se a herdeira apóstolica da sucessão. Mentira! Sua sucessão, não a apostólica, mas a neotestamentária, acabou no ano de 225 d.C. Nessa data, as igrejas que nos séculos seguintes formariam a hierarquia papal, foram excluídas da comunhão por erros doutrinários e heréticos: Foram dois estes erros:

- Buscar primazia entre irmão e igrejas co-irmãs;

- Pregar a salvação através do batismo;

Depois de excluídas, após a subida de Constantino no Trono de Roma, essas igrejas casaram-se com o Império, sua cabeça deixou de ser Cristo para ser o Imperador, e foram chamadas de Católicas. Seus erros continuaram a aumentar, e as heresias também. Exemplo:

- Prática do batismo infantil; 370 d.C.

- Mariolatria; 451 d.C

- Ensinamento do Purgatório; 590 d.C.

- Venda de Indulgências; Desde o século VII até os dias atuais;

- Adoração de Santos e Imagens;

Isso sem mencionar uma grande multidão de outros erros. Já pensou se essas igrejas não fossem excluídas a tempo da comunhão pelas igrejas fiéis? É essa uma igreja de Jesus Cristo? Estaria Cristo sendo a cabeça de um corpo tão deplorável como este? Historiadores como Neander e McCintock e Strong comentaram como se deu essa exclusão das igrejas erradas pelas igrejas fiéis. Vejamos um pequeno trecho documentário de Neander, V.I. pg. 318:

"Outra vez um bispo romano, Estevão, que instigado pelo espirito de arrogância eclesiástica, dominação e zelo, sem conhecimento, ligou a este ponto (salvação pelo batismo), uma importância dominante. Daí, para o fim do ano de 253 d.C. lavrou uma sentença de excomunhão contra os bispos (ou pastores) da Ásia Menor, Capadócia, Galáxia, e Cilicia, estigmatizando-os (dando-lhes o apelido) de anabatistas, um nome, contudo, que eles podiam afirmar que não mereciam por seus princípios: porque não era o seu desejo administrar um segundo batismo aqueles que tinham sido batizados, mas disputavam que o prévio batismo dado por hereges não podia ser reconhecido como verdadeiro. Isto induziu Cipriano, o bispo a propor o ponto para a discussão em dois sínodos reunidos em Cartago em 225 d.C. um composto de 18, outro de 71 pastores, Ambas as assembléias declarando-se a favor da idéia de que o batismo de heréticos não devia ser considerado como válido".

As Igrejas fiéis que excluíram as erradas da comunhão foram chamadas de anabatistas pelas igrejas erradas. E porque foram chamadas assim? O motivo foi que não mais aceitaram o batismo de um pastor que fosse ordenado por uma igreja sem a comunhão das demais. Por isso começaram a rebatizar os membros vindos das igrejas erradas. A própria palavra anabatista é uma palavra grega que significa "batizar outra vez".

Estas igrejas que foram chamadas de anabatistas foram duramente perseguidas pelas igrejas erradas após o ano de 313 d.C. Isso pode ser visto em qualquer enciclopédia honesta. Basta o leitor procurar a palavra Inquisição e verá com seus próprios olhos o que a Igreja católica fez para tentar exterminar os anabatistas da face da terra. Só que cumpriu-se as escrituras. As portas do inferno não prevaleceram, e sempre, sem interrupção de tempo, houve igrejas anabatistas esparramadas por todos os lugares. Viveram escondidos, humilhados e perseguidos por mais de mil e quatrocentos anos, mas nunca deixaram de existir. Sempre levaram o sobrenome de anabatista.

Este sobrenome só caiu no começo do século XVII, quando o prefixo "ana" deixou de ser usado, e ficando apenas o apelido de "batistas". Os batistas são os verdadeiros descendentes espirituais da igreja primitiva do Novo Testamento.

SERIAM AS IGREJAS QUE VIERAM DA REFORMA?

No início do século XVI a Igreja Católica teve pelo menos três grandes divisões. A divisão Luterana na Alemanha e países Nórdicos. A divisão Calvinista na Europa Central. E a divisão Anglicana na Inglaterra. Hoje essas igrejas são chamadas de: Luteranas, Presbiterianas, Reformadas da Holanda, Anglicana e Congregacionalistas. São estas as igrejas que vieram do Protestantismo Histórico. Tinham elas a autoridade de realizar batismos? Vamos analisar isso usando como base os quatro elementos básicos para se realizar um batismo:

O Candidato delas Eram Apropriados?
Na Alemanha quem era católico tornou-se luterano. Na Escócia quem era católico tornou-se presbiteriano. Na Holanda quem era católico tornou-se membro da Igreja reformada da Holanda. Na Inglaterra quem era católico tornou-se membro da igreja Anglicana. Será que eles tinham idéia das palavras de Paulo aos Coríntios, de que: "Quem está em Cristo, é nova criatura, as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo". II. Co 5,17;

Eram crentes nascidos de novo? Um crente nascido de novo pegaria em armas para instituir sua Igreja? Jesus ensinou a amar e a orar pelos nossos inimigos, e não matá-los à espada. E como explicar as guerras que houveram para se impor essas novas religiões? Jesus disse que pelos frutos se conhece a árvore, e que tipo de fruto deram esses novos crentes? Seus frutos estão até hoje dando resultados negativos. Olhe-se o exemplo da cidade de Belfaste, capital da Irlanda do Norte. Quanto ódio dos protestantes pelos católicos daquela região? E mais, quem começou a II. guerra mundial? Não foram justamente os alemães, que é um país majoritariamente luterano? Eram apropriados os candidatos que apenas mudaram o nome da religião e nunca experimentaram o novo nascimento? Um simples historiador da época do século XVI pode nos dizer que tipo de crentes eram aqueles protestantes, e do que eles foram capaz para impor sua nova fé. Morte aos católicos! Morte aos anabatistas!

O Modo de Batizar Eram Apropriados?
Todas estas denominações protestantes batizavam e ainda batizam por aspersão. E porque batizavam assim? É porque foi assim que aprenderam da Mãe Roma. É bom lembrar que não temos registros de que pessoas foram "rebatizadas" quando entraram nessas igrejas protestantes. Elas foram aceitas, mesmo possuindo o batismo católico. A questão foi mais política do que teológica. As igrejas da reforma não evangelizavam, e sim, recrutavam membros do catolicismo.

O Desígnio de Seus Batismos São Apropriados?
Para a Igreja Católica o batismo é um meio de salvação, ou como eles mesmo chamam "sacramento". Foi visto já neste estudo que para a igrejas Luteranas, Presbiterianas, Congregacionais, Anglicanas e as reformadas da Holanda, o batismo tem como desígnio não um quadro simbolizando a morte, sepultamento e ressurreição de Cristo, mas é um sacramento também, e se é sacramento é um meio de Salvação. Para eles o batismo não é uma ordenança e sim um sacramento, e isso mantiveram da Mãe Roma.

Os Administrantes Eram Apropriados?
Você já ouviu falar quando Lutero, Calvino, Zwinglio e outros reformadores foram batizados? Ou, por quem foram batizados? Será que algum pastor anabatista batizou-os, já que os anabatistas foram os únicos a não participar das heresias romanas? Não. Os chefes da reforma nunca foram batizados, a não ser pelos padres católicos. E então perguntamos: Pode valer o batismo administrado por Lutero ou Calvino, desde que os mesmos nunca foram batizados? Se aceitarmos o batismo deles como válido, temos que aceitar o batismo dos católicos também, já que foram os padres católicos que lhes administraram o batismo. E se aceitarmos o batismo católico como ficaremos diante de Deus? Como explicar as heresias? Que tal a idolatria, a Inquisição, o Purgatório, as Indulgências? Se aceitarmos o batismo católico estamos aceitando que a igreja de Jesus é uma Igreja antibíblica.

Se o batismo de Calvino ou Lutero não podiam valer, que autoridade suas igrejas tinham de ordenar pastores para a ordenança do batismo? Não estou aqui condenando a sinceridade de seus membros da atualidade, ou a profissão de fé dos mesmos, pois basta-lhes a fé para ir para o céu. Estou expondo um problema que já dura quase quinhentos anos e os seus membros nem tem idéia disso, muito menos culpa.

Os anabatistas do século XVI não aceitaram como válido os batismos dos protestantes históricos. E tinham plena razão. Devido a essa não aceitação que Lutero ordenou a morte de mais de cem mil anabatistas em um só dia na Alemanha. Calvino também, irado por não ser aceito pelos anabatistas como um pastor bíblico (pois não era) perseguiu e ordenou a morte de alguns anabatistas na cidade de Genebra.
Se o leitor estudar cuidadosamente esse assunto verá que as igrejas protestantes históricas também não tem a autoridade do batismo, pois sua mãe era a Mãe Roma, uma igreja excluída em 225 d.C.


SERIAM AS OUTRAS DENOMINAÇÕES ?

A Igreja Metodista
Teria essa igreja a autoridade do batismo? Passaria no teste dos quatro elementos básicos do batismo bíblico? Eram seus candidatos apropriados? Sim, eram. O conhecedor da história sabe que o principio do metodismo trouxe uma grande transformação da vida de seus crentes. Eram batizados da forma correta? Aos metodistas originais não. Eram batizados por aspersão. Mas há casos de metodistas batizados por imersão, e assim o modo torna-se correto. Eram batizados pelo desígnio correto? Não. Basicamente o batismo era para eles um sacramento e não uma ordenança. Mas já vi livros que indicam que entre os Metodistas Livres há uma aceitação de que o batismo é uma ordenança e não um sacramento. E o administrante? Eis aí o problema dos metodistas. Wesley foi batizado por imersão pelos irmãos morávios em um navio. Esses irmãos morávios eram verdadeiros anabatistas. O problema foi que Wesley não se desligou da igreja da Inglaterra, e tanto é que a igreja Metodista só foi fundada após a sua morte. Devido a isso não podemos considerar os batismos administrados por ele ou por seus pastores um batismo completamente bíblico (ele mesmo batizava por aspersão). Assim, a igreja metodista não participa de erros grotescos como as outras denominações protestantes históricas, mas também traz o epíteto de neta da Igreja de Roma, o que invalida a sua ordenança batismal.

As Igrejas Adventistas, Mórmons, e Testemunha de Jeová
Não podemos falar dessas igrejas como falamos das igrejas que vieram da reforma ou pós reforma que é o caso dos metodistas. Assim como temos de fazer diferença entre a origem das igrejas reformadas com os metodistas, é preciso fazer diferença entre as reformadas e metodistas com as igrejas adventistas, Mórmons e testemunhas de Jeová. E porque? Quando falamos de uma igreja presbiteriana, metodista, e outras reformadas, estamos falando de igrejas que possuem erros, às vezes grotescos, porém, encontramos nelas pregadores que anunciam a salvação pela graça, base da remissão do pecador. Apesar de uma origem errada, encontramos em seu seio uma grande massa de salvos pelo sangue de Jesus. Já as igrejas Adventistas por exemplo, pregam a salvação por guardar a Lei, ou o Sábado. Isso não é erro, é pura heresia. Os Testemunhas de Jeová nem ao menos crêem em Jesus como parte da Trindade, heresia sem fundamento. Os Mórmons são uma aberração do cristianismo. Assim, nem discutiremos os elementos básicos de seu batismo, pois, são tão grandes as heresias que não podemos chamá-las de igrejas erradas, e sim, seitas abomináveis.

Os Pentecostais
Os pentecostais estão divididos em três grandes grupos. Os históricos que são: Assembléia de Deus e Cristã no Brasil; Os da segunda geração: Quadrangular, Brasil Para Cristo, Deus é Amor, Casa da Benção, entre outras; e os Neopentecostais: Os que vieram das igrejas renovadas (batistas, presbiterianos, metodistas, luteranos e católicos), e os que nasceram na década de 70 e 80, Igreja Vida Nova, IURD, Internacional da Graça, entre outras. São tantos os grupos pentecostais que fica muito difícil generalizar em questão doutrinárias, porém, não em questão disciplinar.

COMO ANALISAR A VALIDADE DO BATISMO PENTECOSTAL?
Observando sobre os quatro elementos básicos do batismo, em pelo menos um é quase uma unanimidade, que é a prática do modo correto, ou seja, por imersão. Já na questão de um candidato apropriado há grandes diferenças. É mais fácil encontrar um candidato que está se batizando porque já aceitou Jesus numa Assembléia, do que numa das igrejas neopentecostais, às quais, pregam a teologia da prosperidade. Quanto ao desígnio há grandes controvérsias entre eles. Enquanto alguns pregam que o batismo é uma ordenança, outras (como a Cristã no Brasil) pregam que o batismo é um sacramento essencial a salvação. Mas é na questão do administrante apropriado que vamos encontrar o fator determinante de uma igreja batista não aceitar os seus batismos como válido.


PODEM SER VÁLIDOS SEUS BATISMOS?
As igrejas pentecostais tem duas origens distintas. A primeira origem é a que veio das Igrejas Holiness Weslyanas. Essas igrejas são uma divisão das igrejas metodistas originais. A ordenança de seus pastores para batizar esbarra no mesmo problema que sua igreja mãe, a metodista. Notemos. A igreja Metodista nasceu da igreja Anglicana. A igreja Anglicana nasceu da igreja Católica. A Igreja Católica é a igreja Apóstata, por isso, sem a autorização de ordenar pastores. A ordenação de um pastor holiness weslyano veio de pastores metodistas, e os dos metodistas dos anglicanos, e o dos anglicanos dos padres. Se aceitarmos dos holiness weslyanos teremos por justiça de ter que aceitar o batismo católico, pois o catolicismo é bisavô de um dos braços do pentecostalismo. Já que é inaceitável a ordenação católica, não podemos aceitar a de seus bisnetos, os holiness.

A segunda origem do pentecostalismo está das igrejas que saíram dos grupos reformados. Muitos pastores pentecostais eram ex-luteranos, ex-metodistas, ex-presbiterianos, e os tais se encontram no mesmo problema dos holiness weslyanos. Porém, a maior igreja pentecostal, principalmente no Brasil, que é a Assembléia de Deus, nasceu dentro da Igreja Batista de Belém do Pará. E então, aceitamos ou não o seu batismo como válido?

O Caso da Assembléia de Deus
O caso da Assembléia é muito importante, pois ela é a mãe e avó da maioria das igrejas pentecostais no Brasil (com exceção da Cristã do Brasil). Se entendermos porque não aceitamos o seu batismo como válido, valerá para os pentecostais da segunda geração e os neopentecostais. Os fundadores das Assembléias de Deus no Brasil.  Em 1909 desembarcaram no Brasil dois pastores batistas. Chamavam-se: Gunnar Vingren e Daniel Berg.

Estes dois foram pastores batistas nos Estados Unidos, mas devido se unirem ao movimento pentecostal realizado na Rua Azuza 312, em Los Angeles, precisaram ser excluídos das igrejas batistas que ministravam por causarem a divisão dos membros e distúrbios da ordem na igreja. Ao chegarem no Brasil foram apresentados ao pastor Justus Nelson, o pastor da Igreja Batista de Belém do Pará. Pediram entrada nessa igreja, entrada esta que foi de princípio negada por não terem carta de transferencia (e nem poderiam ter, pois tinham sido excluídos). Omitindo que eram membros excluídos, apresentaram-se como verdadeiros pastores batistas, e isso lhes deu o privilégio de morarem no porão da igreja até conseguirem se instalar em outro lugar. Por aquele tempo o pastor Justus Nelson precisou viajar para o Sudeste do país, pois veio a uma Convenção Batista. Foi neste tempo que esses dois pastores agiram de má fé e causaram um grande problema ao pastor que gentilmente os recebeu.

Sem a presença do pastor, e ajudado por um co-moderador da igreja, José Plácito da Costa, eles conseguiram filiação na igreja, mesmo sem as cartas de transferência. Começaram então a induzir alguns membros a ficarem após o culto a assistir suas reuniões, às quais, eram feitas sem o conhecimento da igreja e no porão onde estavam instalados. Em seus cultos havia muito barulho e êxtases, e alguns começaram a dizer que tinham recebido dos dois pastores o que eles chamam de "batismo com fogo".

Um irmão da igreja, o evangelista Raimundo Nobre, descobriu o caso, e logo comunicou a igreja. Foi feita uma reunião para apurar o caso, e nessa reunião os dois pastores e mais onze membros da igreja foram excluídos, isso no ano de 1910. Segundo o historiador da Igreja Batista de Belém, Antônio B Almeida, Vingren e Berg continuaram a realizar trabalho de proselitismo entre os membros da Igreja, em lugar de evangelizarem os descrentes (é típico deles). O proselitismo perdurou por toda a sua vida. Em seu diário Vingren diz: "Por onde iam, buscavam nas igrejas e casas dos batistas infundirem o novo batismo".

Pois bem. Os fundadores das igrejas Assembléias de Deus no Brasil tiveram duas exclusões. Uma em suas igrejas originais dos Estados Unidos, e outra aqui no Brasil pelos irmãos da Igreja Batista do Pará. Perguntamos: É válido o batismo de um membro excluído? É bíblico um membro excluído abrir uma nova igreja e sair batizando as pessoas na doutrina trinitária de três deuses. Se é bíblico qual é a necessidade das exclusão dentro de uma igreja? Não, não é bíblico uma pessoa sob a disciplina da Igreja sair por aí abrindo novas igrejas. Se hoje aceitarmos um batismo de uma pessoa vindo da Assembléia, estamos dizendo que as igrejas de Cristo não tem necessidade de disciplina. Em nenhum versículo do Novo Testamento temos uma igreja sendo aberta por um membro que tenha sido excluído da Igreja de Jesus Cristo. Vimos NE estudo que todas as igrejas primitivas batizavam em o nome do Senhor Jesus. O que os fundadores da Assembléia de Deus fizeram foi desonesto. Mentiram que eram batistas quando não eram. Diziam estar em comunhão quando na verdade foram excluídos. Esperaram um pastor viajar para poderem agir de forma sorrateira. E pior, dividiram um corpo de Cristo. A Bíblia é clara sobre esse assunto de divisão: "Quem comigo não ajunta se espalha". Dividir a Igreja de Cristo é dividi-lo, e a maioria das igrejas pentecostais que saíram dos grupos reformados deixaram para trás grandes divisões e mágoas contra pessoas que simplesmente amavam Jesus da mesma maneira que se amou a dois mil anos atrás.

A Assembléia é mãe de quase todas as igrejas pentecostais no Brasil e no mundo, com raras exceções (que é o caso da Congregação Cristã). Ela é mãe da Quadrangular, Brasil Para Cristo, Deus é Amor, Só o Senhor é Deus, Casa da Benção e aí a fora. Estas igrejas, por sua vez, são mães de outras igrejas como a IURD, Vida Nova, Internacional da Graça entre muitas outras consideradas neopentecostais. Portanto, zelar pela palavra verdadeira e genuína negará a validade dos batismos pentecostais, pois são igrejas nascidas da heresia, divisão, discórdia e contendas catolicas. Atrás do nascimento dessas igrejas existe muitas mágoas e pecados a serem confessos. Seria Bíblico as Divisões que vem causando o Pentecostalismo brasileiro? Vejamos o que a Bíblia diz sobre divisões no Corpo de Cristo (que é sua Igreja).

I Co 1,10; "Rogo-vos, porém irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos a mesma coisa, e que não haja entre vós divisões, para que sejais unidos no mesmo sentido e no mesmo parecer".

Efésios 4,3; "Procurando guardar a unidade do Espírito no vinculo da paz"

 Tentai levar ao conhecimento do leitor o que é, o que representa, o verdadeiro evangelho e o que a Bíblia diz e o modo bíblico de realizar o batismo cristão. Minha oração é que todos aqueles que lerem este estudo possa compreender que nosso objetivo não é a condenação desse ou daquele, mas a informação completa a respeito do batismo cristão. Considero que há muitas pessoas salvas nas igrejas denominadas de cristãs, pois a salvação é pela graça e não pelo batismo. Mas o fato dessas pessoas serem sinceras e verdadeiras crentes, não supre a falta dos quesitos necessários ao batismo que é ser batizado por imersão, em nome do Senhor Jesus Cristo,representando a morte, sepultamento e sua ressurreição, mostrando ao mundo que morre o velho homem e nasce o novo, e que só uma igreja verdadeiramente bíblica que prega a palavra genuína o pode realizar.

Talvez você tenha chegado à conclusão que seu batismo não é válido e se chegou a essa conclusão é preciso que você seja batizado outra vez. Seu coração vai dizer que está errado. O simples fato de alguém estar em dúvida é uma das provas que seu coração está indeciso. Procure uma igreja Cristã genuína e verdadeira e converse com o pastor,  e peça o batismo legitimo em o nome do Senhor Jesus Cristo. E busque entender mais sobre o assunto. Deus vos tem abençoado!